Wagner da Silva
Braço do Norte

A compra no crediário sem ter a certeza de que o valor poderá ser pago no futuro, com cheque pré-datado ou ainda o empréstimo do nome para terceiros se fartarem no comércio são práticas comuns dos consumidores.
Estas ações, porém, podem trazer dores de cabeça desnecessárias. Os maiores reflexos são que o consumidor perde o crédito e ficar com o nome ‘sujo’, ou seja, incluso no Sistema de Proteção ao Crédito (SPC). Em Braço do Norte, a Câmara de Dirigentes Lojista (CDL) incentiva os devedores a aproveitarem o 13º salário para reabilitar o crédito. No ano passado, 17% dos brasileiros procuraram o SPC para renegociar as suas dívidas.

Este número, em partes, é reflexo da interligação do sistema do SPC. Agora, as consultas podem ser executadas em todo o país em alguns segundos. Em Braço do Norte, em 2007, a inadimplência cresceu 12,5%, comparada a 2006. Em contrapartida, as reabilitações de crédito superaram os 16%. Os números são ainda melhores quando o último mês é o objeto da avaliação: o resgate de cheques chegou a 99,5%, a reabilitação cresceu 37,4% e o número de cheques devolvidos diminuiu 36,3%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O número de consultas também aumentou em 61%.

Para o diretor da CDL de Braço do Norte, Clayton Della Giustina Coan, estes números são reflexo da mudança de hábito dos lojistas. “Os lojistas conscientizaram-se sobre a necessidade de manter um cadastro mais completo, avaliam melhor as compras com cheque e consultam o SPC na venda no crediário”, valoriza o diretor.

O maior problema está no empréstimo
do nome para terceiros comprarem

O número de pessoas que emprestam o nome para terceiros comprarem no comércio e acabam inclusos no cadastro negativo do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) é ainda alto em Braço do Norte. “Temos índices alarmantes. É uma questão de avaliação, se a pessoa pede para comprar no seu nome geralmente é porque ela deve em algum comércio”, ensina o diretor da CDL de Braço do Norte, Clayton Della Giustina Coan.

Clayton afirma que, até o fim deste ano, a perspectiva é uma melhora significativa no sentido de conscientização para o não empréstimo do crédito para terceiros. “Analisando os dados, temos números positivos em praticamente todos os aspectos e acreditamos que chegaremos ao fim do ano com números ainda melhores”, comenta.

Para manter o crédito, o diretor do SPC dá algumas dicas importantes aos consumidores. Uma delas é programar as compras e não extrapolar o orçamento. “O período é de férias, mas já no começo do ano tem o pagamento de impostos, a compra de materiais escolares, o Carnaval. É preciso se programar antecipadamente para estes gastos”, indica Clayton.
Já para os lojistas, a sugestão do diretor é que os empresários efetuem a ao órgão antes de efetuar a venda e solicitem os documentos pessoais do consumidor quando o pagamento for no cartão. “São medidas simples, mas que surtem efeitos positivos”, recomenda Clayton.