Depois de uma cirurgia que durou mais de 12 horas, e doisdias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a adolescente CíntiaEliseu Oriques, de Pescaria Brava, já pode voltar para casa. A jovem de 17 anos,que na última segunda-feira (29/4) realizou um procedimento para corrigir umaescoliose em grau avançado, recebeu alta do Hospital Infantil Joana de Gusmão,em Florianópolis.

 

“O médico deu alta. E ela está super bem. Surpreendeu atodos. Estamos indo para casa. Cíntia é mais forte do que eu pensava, meumilagre de Deus”, afirmou a mãe de garota, Liliane Martins Eliseu, nestaquinta-feira (2).

 

Cíntia sentou pela primeira vez desde a cirurgia nesta quarta-feira(1º), após receber alta da UTI. Segundo Liliane, os médicos, comandados peloortopedista André Andújar, estão surpresos com a força de recuperação mostradapela adolescente.

 

O caso

 

Em fevereiro, Liliane procurou o Notisul pedindo ajudaporque estava há quase um ano aguardando na fila do SUS para fazer a cirurgiano Hospital Infantil e não tinha resposta. A Redação foi atrás do hospital edescobriu que Cíntia sequer estava na lista de espera e eles não sabiam dizerpor qual motivo.

 

Desde então, o secretário de Saúde de Pescaria Brava,Henrique Souza, o jornal e centenas de voluntários abraçaram a causa natentativa de achar uma solução para a adolescente. No dia seguinte àreportagem, Liliane foi chamada no Joana de Gusmão, onde foi marcada umaconsulta no consultório do ortopedista André Andújar, e que a cirurgia custariaR$ 103 mil. A mãe mobilizou amigos, imprensa e apoiadores para levantar omontante.

 

A campanha durou até o último dia 15, quando Lilianerecebeu a notícia de que havia uma data agendada para a cirurgia e que seriafeita pelo SUS. O procedimento estava marcado para o fim de maio, mas na semanapassada, foi adiantado para o dia 29 deste mês.

 

Além disso, Cíntia é, desde a infância, portadora daSíndrome de Landau-Kleffner (SLK), uma forma rara de epilepsia infantil queresulta em sérios transtornos de linguagem, capacidade de cognição, inabilidadepara entender as palavras e comportamentos autistas.