Cavagnoli conta que gasta muito com tratamentos veterinários. E afirma que não acredita no poder público de Tubarão.
Cavagnoli conta que gasta muito com tratamentos veterinários. E afirma que não acredita no poder público de Tubarão.

Cíntia Abreu
Tubarão

A ordem de despejo contra a cuidadora Maria Mendes, que deveria ter sido executada segunda-feira, ainda não foi cumprida. Maria e Juliana Rodrigues Machado, com a ajuda de amigos, carregaram na manhã de ontem os materiais para a construção de um abrigo para os seus 140 cães.

As cuidadoras pretendem levar os animais a um terreno localizado no KM 60 hoje, pois, mesmo sabendo que podem ter que deixar os animais por ora. “A informação que tivemos é que eles (os cães) podem ficar, pois o dono responsabilizou-se em cuidá-los. Vamos amarrá-los um por um em cordas, mas não deixaremos aqui”, avisa Juliana.
A ordem de despejo é endereçada a somente uma das cuidadoras e, segundo informações da 1ª Vara Civil, o que realmente conta é o que está no processo. A existência dos cachorros e do filho de Juliana, de 15 anos, não estão no papel, por isso, a presença do menor não vale como argumentação para uma possível prorrogação da saída da casa.

Enquanto não se qual será o desfecho do problema dos animais, que conforme lei não podem ser colocados na rua, há quem tenha perdido as esperanças de que a solução venha do poder público.
O proprietário da lanchonete Scala, próximo ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, Antônio Cavagnoli, há quatro anos trata de diversos caninos que passam pela rua de seu estabelecimento. “Eu cheguei a acreditar em políticos que prometeram que lutariam pelo canil municipal, mas parece que isto não está ocorrendo”, argumenta Cavagnoli.

Ele tira do seu bolso o dinheiro para todo tipo de tratamento que os cães necessitam, além da alimentação. “Melhor assim do que eles sofrerem”, afirma a proprietária da loja GS Materiais de Ortopedia, Cíntia de Souza, que não se sente incomodada com a presença dos cães na porta da loja.