São Paulo (SP)

A reunião do grupo das 20 maiores economias mundiais, em São Paulo, rendeu muitas propostas para superar a crise financeira internacional. O encontrou terminou ontem com a divulgação de um comunicado oficial do G20.
No relato do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellik, os chefes de estado do G20 financeiro terão muito o que discutir na cúpula marcada para sábado, em Washington.

Neste sábado, os ministros da área econômica e presidentes de bancos centrais de 19 países emergentes e desenvolvidos, mais a União Européia, debatarem diversos assuntos. O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse que o Brasil propôs a retomada da Rodada Doha, para que o comércio impulsione o crescimento econômico. Indonésia e Índia sugeriram financiamento adicional para os países mais afetados pela crise.

Já o Banco Mundial reconheceu a eficiência de medidas paliativas adotadas por diversos países em desenvolvimento como o Brasil, que incentivou o crédito a alguns setores da economia, como bancos, agricultura e construção civil. Apesar disso, Zoellick alertou para o fato de que “todos os países movem-se em uma zona de perigo, com altos riscos para as exportações e investimentos no setor produtivo, crédito, sistema bancário, orçamentos, balanças de pagamentos”.

O presidente do Banco Mundial defendeu que é preciso garantir que a crise financeira não se torne uma “crise humana”, empurrando mais pessoas para a pobreza.