Meningococcemia e meningite bacteriana. Estas foram as causas das mortes dos dois meninos que frequentavam o Centro de Educação Infantil (CEI) Beato Aníbal Maria di Francia e que morreram no início desta semana em Criciúma. O resultado foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Florianópolis.

De acordo com a coordenadora do setor de agravos da Vigilância Epidemiológica de Criciúma, Michele Hilário, a Meningococcemia, doença responsável pela morte do primeiro menino, de sete meses, é causada pela bactéria Meningococo e é ainda mais grave do que a Meningite.

Conforme Michele, a Meningococcemia pode levar a óbito em até 24h. “Diferente da meningite bacteriana, causa da morte do segundo bebê, de um ano e cinco meses, essa doença se espalha por todos os órgãos do corpo. A meningite bacteriana ataca apenas a membrana do cérebro”, explica.

O Lacen ainda não informou qual a bactéria que causou meningite bacteriana que atingiu a segunda criança. “Pode ser a Meningococo, como, ainda, outra bactéria”, esclarece Michele.

Não é necessário alarde

A coordenadora reforçou que não há surto e que todo o trabalho que já foi feito impede que um surto aconteça. “Agora nossa equipe está visitando todos as casas dos alunos matriculados no CEI para reforçar junto dos pais a necessidade de limpeza em casa, a questão sanitária mesmo, além de informar mais sobre a doença”, acrescenta.

As aulas no CEI Beato Aníbal Maria di Francia retornam na segunda-feira, 30, depois que ele foi interditado para higienização.