A China reforçou, neste domingo (26/1), suas medidas e restrições para impedir a propagação da epidemia de coronavírus que já causou 80 mortes no país. Epicentro da propagação do vírus, a província de Wuhan tem 11 milhões de habitantes e está em quarentena desde quinta-feira. Já são  2.744 casos confirmados até este domingo em 12 países. 

 

Essa medida sem precedentes, que afeta dezenas de milhões de pessoas, tem como objetivo conter a propagação da epidemia, que o presidente chinês Xi Jinping chamou de ameaça “grave”.  As autoridades de saúde chinesas disseram no domingo que esse novo coronavírus “não é tão potente” quanto o vírus da Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), a origem de uma epidemia mortal em 2002-2003, mas mais contagiosa. 

A taxa de mortalidade desse coronavírus “é inferior a 5%”, concordou o professor francês Yazdan Yazdanpanah, especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS), em comparação com 9,5% da SARS, que deixou 774 mortos no mundo todo, incluindo 349 na China continental e 299 em Hong Kong. 

Gui Xi’en, especialista em doenças infecciosas da Universidade Wuhan, disse que o número de infecções pode atingir um “pico” por volta de 8 de fevereiro, antes de diminuir.  “Agora, o número de novos pacientes diagnosticados está aumentando dia a dia, mas não deve demorar muito para atingir seu pico”, disse ele ao jornal estatal Diário do Povo.

As férias pelo Ano Novo chinês, que deveriam terminar em 30 de janeiro, foram estendidas, sem data precisa, para “limitar a movimentação da população”, informou a imprensa estatal.  

O diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou neste domingo que irá à China para avaliar com as autoridades como conter a epidemia.