Pescadores e outros moradores da costeira participaram da audiência e apresentaram suas reivindicações.
Pescadores e outros moradores da costeira participaram da audiência e apresentaram suas reivindicações.

Amanda Menger
Laguna

A dragagem de um trecho do Rio Tubarão, a abertura de canais sob a ponte de Cabeçudas e a desobstrução do canal da barra em Laguna. Estas foram as prioridades levantadas na audiência pública sobre os problemas da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar. Dezenas de pessoas, lideranças comunitárias e políticas lotaram o Clube Congresso em Laguna, nesta sexta-feira, para discutir a situação.
Os problemas apontados não são novidade para a população da região e também já foram tema de diversos estudos de especialistas. Aliás, há diversas propostas, contudo, é preciso que o discurso vire prática.

“O ministro da pesca, Altemir Gregolin, comprometeu-se em conversar com o ministro de portos, Pedro Britos, sobre a abertura da barra, já que o canal está assoreado. Já os deputados e prefeitos, devem fazer pressão política para que sejam angariados recursos para a dragagem do Rio Tubarão e também para que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) antecipe as obras de abertura dos canais na ponte de Cabeçudas”, relata o deputado estadual Décio Góes, presidente da comissão de meio ambiente da assembleia legislativa.

O deputado conversou reservadamente com o secretário executivo do Comitê da Bacia, Francisco Beltrame. “Queremos que o comitê participe ativamente destas cobranças, para que as ações sejam efetivas. Tem que ter o envolvimento de todos para que as coisas ocorram”, avalia Décio. Outra reivindicação que os pescadores artesanais fizeram será discutida com o Ibama. “É que há dúvidas com relação à gestão da pesca. O Ibama ficou de emitir uma portaria para disciplinar a atividade, mas até agora nada. Cobraremos isso também”, assegurou o deputado. Mesmo com a ‘divisão de tarefas’, não foi estipulado nenhum prazo e nem definido um novo encontro.