O delegado de polícia civil e presidente licenciado da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol) e professor universitário, Ulisses Gabriel (PSD), está entre os nomes da região Sul do Estado que pleiteiam neste ano uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Natural de Turvo, ele já atuou nas delegacias de Orleans, Criciúma, Araranguá e foi delegado Regional de Tubarão.

De acordo com Ulisses, o seu objetivo, assim que passou no concurso para delegado e assumiu a função era combater a violência, sobretudo a doméstica. “Fui o delegado regional de Tubarão mais jovem, em 2014 e neste período criamos dez metas de trabalho para fortalecer as investigações e estruturar a polícia daqui. Também inseri o projeto do Complexo de Segurança Pública, que inicialmente seria no antigo aeroporto”, explica.

Segundo Ulisses, como presidente da associação ele percebeu que nas demandas da Segurança Pública notou que no Estado é mais fácil entrar com drogas, armas e carros roubados que uma ‘perna de salame ou um pedaço de queijo’. “Há 73 barreiras sanitárias da Cidasc, no entanto, não há uma de segurança. A droga e as armas do crime organizado vêm pelas fronteiras. Precisamos fazer um combate a isso e também com que os 5,2 mil indivíduos que possuem mandatos sejam presos. A população não pode ficar reclusa dentro de casa no regime semiaberto e o criminoso solto nas ruas”, afirma.

Ele pontua que nos últimos anos se mata mais pessoas no Brasil que na Síria que está em guerra. Para o candidato há um problema grave e que precisa de forma urgente ser resolvido. Sobre a sua candidatura, o postulante a uma vaga na Alesc destaca que é a primeira vez que se envolve em um pleito eleitoral. 

“Se as pessoas boas não se envolverem, as más acabam comandando. E para limpar um copo sujo é necessário colocar água limpa e, se um carro estraga o motor é necessário trocar esta peça. Combato há 12 anos o crime e nunca tive medo. Não vou deixar de combater os políticos corruptos, a corrupção e os privilégios dos políticos. Peço que as pessoas pesquisem sobre a minha vida, se tiver algo errado podem falar mal de mim, porém, se estiver tudo certo credito que posso ser o deputado da região da Amurel”, finaliza.