Andréa Raupp Alves
Tubarão

Nos últimos dez dias, São Pedro não deu trégua. Em Tubarão, o resultado de tanta chuva pode ser visto agora: as ruas estão em péssimo estado, especialmente as de chão batido. Ontem, o trabalho de recuperação das estradas iniciou. E haja gente e máquinas para atender a tantos populares.
“Os buracos tomam conta da nossa rua e, em dia de chuva, a água não tem para onde escoar e entra nas nossas casas”, reclama a dona de casa Silvana Martins, que mora na rua Oliveira, no bairro Passagem. Segundo ela, até o caminhão do marido atola quando tenta passar pela estrada.

Com o excesso de chuva, os poucos dias de sol não são suficientes para secar a estrada. Com isso, a água fica parada e, com o calor, sobe o mau cheiro. “Alguém precisa resolver o nosso problema”, informa.
O secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura, Nilton de Campos, explica que está difícil manter o trabalho em dia. “Como não parou mais de chover, nosso cronograma está dez dias atrasado”, lamenta.

Nilton assegura que todos os bairros serão atendidos, mas é impossível fazer tudo de uma vez. Ontem, duas equipes iniciaram o serviço nas ruas do Andrino e do Sombrio. O próximo da lista é o bairro Passagem.
Já nas estradas pavimentadas, o serviço está concentrado em quatro ruas próximas ao trevo do bairro Morrotes, onde é recuperado o sistema de drenagem e recolocada a camada asfáltica.

Rua será fechada
Os moradores da rua Hilário José de Mello, no bairro Revoredo, em Tubarão, pretender fechar a estrada para o tráfego de veículos hoje. A medida é uma forma da comunidade reivindicar melhorias na rua. A estrada é de chão batido e, segundo os moradores, em dia de chuva, a água não escoa e fica parada, impedindo o tráfego de veículos no local. O advogado Ângelo Bússolo, morador da localidade, informa que os moradores fecharão a rua no início da manhã. “É a forma que encontramos para chamar a atenção para o nosso problema”, destaca.

Limpeza de córrego é realizada

Armazém

Depois da chuva, os trabalhos voltam ao normal. A limpeza de um córrego que corta o centro de Armazém gerou polêmica entra a comunidade. Mau cheiro, animais mortos e mato alto motivaram reclamações entre moradores e trabalhadores da região.
A presidenta do Conselho Comunitário de Segurança Pública (Conseg) de Armazém, Viviane Alves, informa que o córrego passa ao lado da delegacia de polícia e provoca náuseas em quem circula pelo local. “Em dia de sol, é pior”, destaca.

O secretário de obras da prefeitura de Armazém, Rosalvo Michels, afirma que os trabalhos iniciaram ontem. A limpeza do córrego partiu da rua Luiz Paulo Corrêa até as proximidades da delegacia. Faltam cerca de 100 metros para finalizar os trabalhos, que devem encerrar hoje. “A chuva realmente atrapalhou, mas o tempo deu uma melhorada e podemos concluir diversas atividades. Uma delas é a manutenção das ruas de chão batido, que ficaram prejudicadas nos últimos dias”, destaca.