#pracegover Na foto, mulher guardando absorvente em uma caixa
#pracegover Na foto, mulher guardando absorvente em uma caixa

Um único absorvente custa menos de 70 centavos nas farmácias e supermercados da região. O item de higiene está muito longe de ser o artigo mais caro, porém é verdadeiramente um artigo de luxo para inúmeras mulheres no país e no mundo. Com o intuito de colaborar com as mulheres da região, o Coletivo Feminista Plena de Tubarão, criou o projeto ‘Educação Menstrual – um caminho compassivo para a autonomia’.

A iniciativa terá início a partir desta sexta-feira (1º). A ação começará na Associação de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Combemtu) no bairro São Martinho, na Cidade Azul. O intuito é realizar rodas de conversas, atividades didáticas sobre o ciclo menstrual e as práticas de higiene. Levar informação sobre o ciclo é objetivo do Coletivo.

A ação também promove uma campanha para montar kits de higiene e destiná-los a mulheres em situação de vulnerabilidade social. O projeto está aceitando calcinhas de pano, sabonetes em barra, toalha higiênica e absorventes. Os interessados em contribuir com a iniciativa podem entrar em contato com (48) 99998-9224 Stael (48) 99407-2588 Fabíola  e (48) 99922-4100 Thaís.

No país há mais de quatro milhões de meninas sem acesso a itens de higiene menstrual nas escolas. A informação é de um estudo publicado pelo Fundo de Populações nas Nações Unidas e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Segundo o levantamento feito pelo site Uol no último mês de fevereiro, uma a cada cinco jovens (20%) entre 14 e 24 anos deixa de ir à escola por não ter absorventes. O índice sobe para 24% quando consideradas meninas e mulheres negras com renda de até dois salários mínimos.

Em muitos lares brasileiros, especialmente naqueles marcados pela pobreza e vulnerabilidade social, as mulheres têm de escolher entre comprar absorvente ou comprar comida. Há aquelas também que, em função da impossibilidade financeira, garantem os absorventes de suas filhas mas, para si próprias, necessitam de recorrer a outros materiais para se protegerem durante o ciclo, a exemplo de meias, panos, jornais, papel higiênico e até miolo de pão. Materiais esses que podem resultar numa série de problemas de saúde, como infecções urinárias, vaginoses, candidíase e diversas outras infecções bacterianas.

Situações como estas que caracterizam a expressão ‘pobreza menstrual’, cunhada mais recentemente para explicar não apenas a falta de acesso a absorventes higiênicos por mulheres e pessoas que menstruam, mas a carência de toda uma rede de serviços necessários para garantirem dignidade menstrual à mulher. É ter absorventes, mas também ter água potável em casa, independência financeira e educação menstrual para reconhecer seus ciclos, seus sintomas e os cuidados corretos a serem tomados no período da menstruação.

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