Wagner da Silva
Braço do Norte

A possibilidade da implantação de uma regional da Cidasc e outra da Epagri no Vale do Braço do Norte foi tema de um encontro, esta semana, entre o secretário de desenvolvimento regional em Braço do Norte, Gelson Luiz Padilha (PSDB), e o presidente da Cidasc, Edson Henrique Veran.
Padilha adiantou que realizará uma análise de viabilidade técnica-administrativa sobre a possibilidade da instalação das duas regionais. A pauta será levada ao conselho de desenvolvimento regional da SDR.

“Os conselheiros sabem da importância destas estatais, mas precisamos ter todos os argumentos possíveis para mostrar ao governo a necessidade de regionalizar estas empresas no Vale”, justifica Padilha.
Ele solicitou ao presidente da Cidasc a instalação de unidades em Santa Rosa de Lima e em São Martinho. “Queremos estas empresas de suporte técnico próximas dos produtores rurais. Buscaremos apoio dos municípios para conquistar este objetivo”, destaca o secretário, que pretende reunir produtores e empresários do ramo agrícola para unir a classe em torno da causa.

Benefício para os produtores é um dos principais argumentos

A necessidade da instalação de uma regional da Cidasc e outra da Epagri no Vale é visível. No escritório da Cidasc em Braço do Norte, por exemplo, a movimentação é grande. O local é a base de controle da produção de agropecuária e da inspeção sanitária dos municípios da região. O escritório atende frigoríficos (14 de suínos, quatro de bovinos e dois de aves), nove laticínios – entre outras empresas de derivados do leite -, fábrica de embutidos e granjas de aves. Ao todo, seis mil produtores, o correspondente de 39% das pessoas que atuam na agropeária na Amurel, são assistidos.

Conforme dados oficiais do município, o Vale produziu, ano passado, mais de 21,5 milhões de litros de leite e três milhões de quilos de produtos derivados, 18 toneladas de cortes bovinos e 2,5 toneladas de aves foram abatidas. Além disso, a região é responsável pela brincagem de mais de 135 mil animais, cerca de 53% da produção da Amurel. Pelo controle da Cidasc, é possível observar que a área atendida pelo órgão possui um rebanho de 800 mil suínos. Destes, 35% da produção é abatida em frigoríficos do Vale. No último mês, foram mais de 28 mil suínos retirados somente da produção de Braço do Norte.

O responsável pela unidade no município, Edson Oenning, afirma que a mudança para regional requer adaptações. “Uma equipe administrativa, técnica e veterinários precisariam ser deslocados, além de melhorias na estrutura física. Mas hoje vemos que seria interessante, pois melhoraria o atendimento, com respostas mais rápidas aos produtores, já que respondemos por grande parte da produção de toda a Amurel”, avalia.