Tubarão

O ano passado reforçou uma triste estatística para o Brasil: o país continua liderando o ranking de países que mais matam transexuais no mundo, segundo a ONG Transgender Europe. Já a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) relata que, em 2018, foram 163 assassinatos de pessoas trans no Brasil.

Foi pensando em dar mais visibilidade e reforçar a importância do debate sobre o assunto que diversas organizações resolveram unir forças para lançar o I Seminário Regional Sul sobre segurança pública, violência e violações contra população de travestis, homens e mulheres transexuais, saúde e educação. O evento conta com o apoio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unisul e ocorrerá na universidade, entre esta quarta-feira a sexta-feira. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas hoje, no DCE.

A agenda é promovida pela Associação LGBTTQI da Amurel e pela Rede Nacional de Travestis, Transexuais e Homens Trans, Vivendo e Convivendo com HIV/Aids (RNTTHP). Com o intuito de discutir as violações de direitos das pessoas transexuais e ações que podem ser implementadas para combater a discriminação, o preconceito e a violência sofrida por esse público.

Conforme a coordenadora da Ong Igualdade Guaíba e diretora da região Sul RNTTHP, Pitty Barbosa, o evento tem como objetivo de empoderar a população trans e sensibilizara sociedade acerca do combate à exclusão, a discriminação e ao preconceito sofrido pela população trans. “Serão apresentados painéis e palestras com temas sobre visibilidade trans; saúde integral da população LGBTTQI; educação, direitos humanos e cidadania; políticas públicas e seus impactos; educação e integração; segurança pública; desafios dos transexuais no mercado de trabalho, entre outros”, enfatiza Pitty.