São Paulo (SP)

O preço da cesta básica continua em alta em 14 das 16 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em maio. Apenas Goiânia (-1,19%) e Salvador (-0,35%) apresentaram queda no preço da cesta básica no mês passado.

As maiores altas foram registradas no Recife (14,19%), em Natal (8,91%) e em Florianópolis (7,61%).
A alta no valor da cesta pode ser explicada pelo aumento no preço dos alimentos. E estes devem-se a fatores climáticos, às pressões do mercado internacional e à alta no preço dos insumos derivados do petróleo. A carne, por exemplo, só não teve aumento em Brasília (-2,22%).

O arroz também é outro produto que teve aumento em 15 capitais, com exceção do Rio de Janeiro, onde registrou uma pequena queda (-0,45%). O Dieese acredita que o aumento do preço do arroz tenha sido provocado pelo anúncio da escassez mundial de grãos, o que levou os produtores a reterem o cereal e provocou especulação no comércio intermediário.
A cesta básica mais cara do país é a de Porto Alegre. Na capital gaúcha, a cesta custou, no mês passado, cerca de R$ 236,58, seguida pela de São Paulo (R$ 233,92) e Belo Horizonte (R$ 230,55).

Ainda segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o acumulado nos últimos 12 meses superou o patamar de 20% em todas as capitais, enquanto o salário mínimo subiu, em março, 9,21%. A maior alta foi registrada no Recife (46,55%) e a menor em Porto Alegre (22,64%).

A pesquisa também avaliou que o salário mínimo ideal para o período, considerando-se as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 1.987,51, o que corresponde a 4,79 vezes o piso do salário mínimo atual (R$ 415,00).
Para poder adquirir a cesta básica em maio, o trabalhador brasileiro teve que trabalhar, em média, 111 horas e oito minutos.