O casal catarinense Franciele e Eduardo Neves, de Rio do Sul, está na Colômbia aguardando liberação para voltar ao Brasil. O problema é que eles estão no país como turistas e enfrentam um processo burocrático por conta do coronavírus. 

Franciele e Eduardo iniciaram em agosto do ano passado uma viagem pelo mundo à bordo de um motorhome todo equipado para servir como suas casas. O roteiro começou pela América Latina e o casal seguiria depois para América do Norte.

Desde que saíram do Brasil já passaram por Chile, Argentina, Bolívia, Peru, Equador até chegarem na Colômbia em 29 de fevereiro. Os planos eram ir esta semana para Venezuela e voltar para o Brasil, onde finalizariam o continente sul-americano.

O casal estava preparado para as adversidades ao longo da viagem, só não contavam com a pandemia do coronavírus.  A Colômbia fechou as fronteiras com outros países no dia 16 de março e ninguém pode entrar ou sair. Para garantir a segurança, eles se hospedaram em um camping na cidade de Cartagena. E lá tudo parou.

Agora o casal tenta junto com  a Embaixada Consular de Bogotá, na Colômbia e o Itamaraty no Brasil, o salvo-conduto para poder sair do país.

“Estamos bem, não passamos dificuldade. O problema é que vemos amigos nossos que não podem mais se hospedar porque hoteis e campings não aceitam mais hóspedes ou muitos deles já não têm mais dinheiro. Então eles dormem dentro dos carros nas praças e acabam sendo hostilizados pela população, como se fossem portadores ambulantes dos vírus”, explica Francieli. 

A VOLTA PARA CASA

O Governo Colombiano deu algumas opções de repatriação ao casal: Esperar passar o dia 13 de abril para ver se a Colômbia libera as estradas e assim trabalhar em uma solução; Conseguir permissão para que o casal se desloque até Bogotá, deixe o carros em um estacionamento e volte para casa de avião; ir  de barco de Cartagena até o Brasil;  ir de barco de Puerto Asis a Manaus; ou o caminho por terra entre Colômbia, Equador, Peru e Brasil. Tudo custeado pelo casal, que segundo Francieli é financeiramente inviável.

“Ir de barco é muito caro, deixar o carro em um estacionamento é o mesmo que abandoná-lo aqui, passar por Manaus não tem como porque dependeremos de uma balsa e não está funcionando. Nossa única opção é o caminho por terra. O Governo da Colômbia informou que Brasilia já sabe da nossa situação e já há uma conversa entre os dois países, mas não me deram previsão de resposta”, diz Franciele. 

Mesmo se conseguir a liberação da Colômbia, o casal ainda precisa da liberação do Equador, o Peru já liberou a passagem dos brasileiros que precisam voltar

“Particularmente suspeito que eles vão esperar passar o dia 13 de abril para ver se a Colômbia libera as estradas e assim trabalhar em uma solução. Enquanto isso aguardamos “.