O secretário explanou as mudanças que poderão ocorrer no magistério aos professores da Amurel
O secretário explanou as mudanças que poderão ocorrer no magistério aos professores da Amurel

Jailson Vieira
Capivari de Baixo

A carreira do magistério do servidor de Santa Catarina passará por profunda transformação nos próximos anos. Tudo isso porque o governador Raimundo Colombo e o secretário de educação, Eduardo Deschamps, propõem aos docentes um novo estudo na carreira do professor.

Deschamps apresentou ontem à tarde, em Capivari de Baixo, uma proposta que visa os ajustes salariais um pouco maiores para profissionais com especialização, além de incentivar a permanência do professor na sala de aula com uma nova gratificação. O evento ocorreu no auditório do Parque Ambiental da Tractebel com a presença de diretores e servidores da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel).  

O secretário relatou que os estudos para as mudanças são analisados desde 2013 e que o governo propõe a reorganização da carreira e torná-la atrativa. Porém, ele garantiu que desta maneira há uma desigualdade entre professores  admitidos em caráter temporário (ACTs). 

“Já existe isso, o ACT não fez um concurso para a efetivação, ele contribui com o INSS, mas não com o Iprev. O custo global de um professor contratado com multa rescisória, FGTS, é diferente, então utilizamos outro tratamento.

Mas os respeitamos e queremos ser justos. O nosso objetivo é realizar concursos públicos o mais breve para reduzir o mais rápido o número de professores temporários”, esclareceu.

Aposentados e ACTs são contra a medida
Além dos servidores que são a favor das novas mudanças que, para serem aprovadas, terão que passar pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do estado (Sinte) estiveram no local. A professora aposentada Sonia Maria Medeiros revela que a ação vai ao encontro do estado e não do magistério. “Nos foi apresentado aquilo que já sabíamos. Querem mostrar que o estado não tem dinheiro para a educação e, desta forma, nossos salários ficarão congelados por quatro anos. Eles tiram a regência e nos devolvem em forma de vencimentos. Não há ganhos. O governo trata a educação como gasto e não como investimento”, explana Sônia. Hoje, os professores ACTs da região estarão na Alesc para se manifestar contra a medida provisória da contratação por hora/aula. Eles querem que a forma de contratação permaneça por carga horária.