Wagner da Silva
Braço do Norte

A situação financeira da prefeitura de Braço do Norte ainda é complicada. Após o mês de junho ter fechado com alta na arrecadação – superou R$ 3,5 milhões -, os números voltaram a cair.

A prefeitura tenta, há mais de três meses, equilibrar as contas conforme o determinado pelo Tribunal de Contas. Entre os principais pontos, está a adequação dos gastos com a folha dos servidores, que não pode ultrapassar 53% da receita.
Para chegar a este percentual, os professores que atuavam em caráter temporário (ACTs) foram exonerados e os salários dos servidores reduzidos. Mesmo com isso, em julho, a arrecadação foi de pouco mais de R$ 2,1 milhões.

A queda, de junho para julho, foi de aproximadamente R$ 1,4 milhão. Comparada com os meses de maio e junho, a diminuição na arrecadação chega à casa dos R$ 2 milhões. O aumento registrado em junho, o único no ano, é justificado pelo período de pagamento do IPTU.

Já a queda observada agora, é reflexo da baixa arrecadação de impostos – entre os quais os valores correspondentes ao ICMS, transferência do Fundeb e Fundo de Participação dos Município (FPM). Foram R$ 300 mil a menos em julho.
A estimativa é que a arrecadação volte a crescer neste mês. “Teremos que reavaliar as despesas. A projeção é chegar a R$ 2,3 milhões em agosto, mas não será suficiente para manter dentro do permitido pelo Tribunal de Contas”, lamenta o secretário de administração da prefeitura, Edenilson Niehues.