A tarde deste sábado (11), ficará marcada para os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Eles fizeram uma carreata pedindo o impeachment do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Além disso, críticas à Rede Globo, TV Bandeirantes e a China também foram temas da manifestação.

O protesto foi convocado pelo WhatsApp e começou na frente do Ginásio do Ibirapuera, local que vai abrigar o terceiro hospital de campanha da cidade. O governador que atrelou a sua imagem à de Bolsonaro na eleição de 2018, virou alvo do bolsonarismo depois de adotar uma política de isolamento.

Procurado por veículos de imprensa locais, o governo de São Paulo informou que respeita o direito à livre expressão de todos que desejam participar de manifestações no Estado. Além disso, reforçou que o isolamento social é essencial para diminuir os casos e mortes de covid-19, de acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Os manifestantes de dentro dos seus carros, muitos com equipamentos de proteção contra o coronavírus, imitavam armas com as mãos, gritavam ‘fora Doria’ entre outras frases de manifestação. Eles seguiram para a Avenida Paulista e de lá partiram para a sede da TV Globo, onde o protesto atingiu o seu ponto alto.

Apesar do isolamento, a manifestação tumultuou o trânsito da região. Distantes seis quilômetros da sede da emissora, policiais militares interditaram a rua a três quadras da casa de Doria, que fica nos Jardins. O bloqueio foi para evitar a passagem da carreata até a residência do governador.

Os manifestantes seguiram outro destino, a sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), localizada na avenida Paulista. Eles não queriam reclamar sobre a atuação dos empresários na crise da covid-19, mas buscavam a visibilidade do endereço mais conhecido de São Paulo.