Laguna

A agitação marítima impossibilitou, ontem, qualquer tentativa de desencalhar a baleia franca presa na orla na praia de Itapirubá, em Laguna, desde a manhã de terça-feira. Um grupo formado por nove pessoas conseguiu passar uma cinta em volta do corpo do animal para tentar arrastar o mamífero com rebocadores. Isto será feito hoje, durante a subida da maré.

O estado de saúde do animal é delicado. Ele corre risco de morte. “A baleia demonstra sinais de fraqueza, mas temos a esperança de que resista até a tarde desta quinta-feira (hoje). A frequência respiratória diminuiu muito. As chances são poucas, mas não iremos desistir”, valoriza a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca (PBF), a bióloga Karina Groch.

A baleia está encalhada em um local de difícil acesso para embarcações, muito próxima à zona de arrebentação. O espécime é um adulto, com 15,80 metros de comprimento e peso entre 40 e 50 toneladas. A possibilidade de eutanásia também já é aceita pelos especialistas.

“Uma médica veterinária da Associação R3 Animal nos acompanha nesta missão. Se esgotarmos todas as tentativas de resgate e o animal continuar encalhado e cada vez mais debilitado, teremos que optar pela eutanásia”, lamenta a bióloga. Para isso, será utilizada uma alta dose de anestésicos. O procedimento não acarreta nenhum tipo de sofrimento ao mamífero.

Risco à saúde humana

É fundamental que o público respeite as normas de segurança e não se aproxime do local do encalhe da baleia franca, na praia de Itapirubá sul, em Laguna. O animal está doente e oferece risco à saúde humana. “Além disso, a presença de muitas pessoas pode estressar ainda mais o animal. Entendemos que o fato gera curiosidade e solidariedade, mas o cordão de isolamento deve ser respeitado e as pessoas não podem entrar na água nas imediações. Quem puder seguir estas regra já nos ajudará muito”, pede a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca (PBF), a bióloga Karina Groch.