#Pracegover Foto: na imagem há inúmeros comprimidos
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A utilização de alguns medicamentos como: a cloroquina, hidroxocloroquina, azitromicina e o vermífugo ivermectina, zinco e vitamina D, o ‘Kit Covid’ ou o tratamento precoce é defendido por um grupo de moradores da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel). O grupo destaca que a defesa do uso desses medicamentos está ancorada em estudos científicos atualizados.

De acordo com uma das integrantes do grupo e moradora de Tubarão, Claudina Maria Koswoski, foi criado um grupo no WhatsApp para debates e estudos sobre o tratamento precoce contra a Covid-19 “O objetivo é de salvar vidas e diminuir internações hospitalares, que somados às vacinas possam trazer esperança e redução do número de vítimas. A elaboração do protocolo é exclusiva dos médicos que apoiam essa causa”, assegura.

Segundo Claudina, no grupo há profissionais da área da saúde que apoiam a causa. “Temos alguns profissionais da saúde no grupo e todos juntos estamos buscando identificar outras pessoas para fortalecer esse movimento”, enfatiza.

O uso desses medicamentos para o tratamento precoce ainda gera controvérsias. Por um lado, o próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) não recomenda o uso de medicamentos do chamado ‘kit covid’, como é o caso da cloroquina. Mas, reconhece a autonomia do médico para prescrever o uso aos pacientes.

O médico infectologista Rogério Sobroza de Mello, destaca que as medicações que compõe estes kits em geral, como a hidroxicloroquina, ivermectina, nitazoxamida e azitromicina já foram estudadas e não trazem nenhum benefício. “Algumas delas até mesmo podem ser prejudiciais. Isso não significa que nunca haverá um tratamento eficiente na fase precoce da infecção pela Covid-19. Apenas ainda não foi descoberta nenhuma medicação eficaz nesta fase”, afirma o profissional.

Apesar de alguns municípios distribuírem hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e vitamina D, entre outras substâncias, com a promessa de evitar o agravamento da pandemia, nenhum estudo científico sólido comprovou que tais drogas curam ou previnem a infecção. Para que um remédio seja considerado eficaz contra uma doença, ele precisa passar por pesquisas com rigor metodológico e que podem atestar seus reais benefícios e riscos. Até o momento, nenhum dos remédios usados indiscriminadamente contra a Covid-19 que foi submetido a esse nível de escrutínio foi aprovado por cientistas para evitar ou tratar casos leves da doença.

A coordenadora acadêmica do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico (ICTQ) e especialista em farmácia clínica e prescrição farmacêutica, Juliana Cardoso, pontuou que, ao longo da pandemia já foi comprovada a ineficácia desses fármacos do ‘kit-covid’ no combate à doença e que esses medicamentos se mostraram, inclusive, ineficazes ou até mais prejudiciais do que benéficos quando administrados.

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