Wagner da Silva
São Ludgero

As principais reivindicações dos filiados a Associação dos Municípios das Encostas da Serra Geral (Amesg) começam a tomar forma. Com oficialização da contratação da equipe técnica, hoje, os projetos de engenharia e topografia poderão, enfim, ser agilizados.

Entre as prioridades da Amesg para este ano estão as obras de pavimentação da SC-440, entre Orleans a Pedras Grandes, e a SC-439, que liga Grão-Pará a Urubici. A primeira, com 18 quilômetros, tem valor orçado em aproximadamente R$ 20 milhões e está inclusa no sexto financiamento do estado junto ao Banco Internacional de Desenvolvimento, o BID-6.

Para a SC-439, a principal articulação está na alteração na execução do projeto. As lideranças do Vale pedem o início da segunda etapa, entre Grão-Pará até a Serra do Corvo Branco. No projeto, porém, a segunda fase seriam os 10 quilômetros da serra.

“São obras importantes para o desenvolvimento econômico e turístico da região. Por isso vamos acompanhar tudo de perto e fazer o possível para articular junto ao governo para que as obras iniciem”, antecipa o presidente da Amesg e prefeito de São Ludgero, Ademir Gesing (PMDB), o Gogo.

Construção do hospital regional também será articulada pela Amesg
A efetivação do Hospital Regional também integrará a pauta de reivindicações da Associação dos Municípios das Encostas da Serra Geral (Amesg) este ano. O presidente da entidade e prefeito de São Ludgero, Ademir Gesing (PMDB), o Gogo, afirma que a Sociedade Santa Teresinha, mantenedora do Hospital Santa Teresinha, de Braço do Norte, está adiantada em relação a execução do projeto.

No entanto, antecipa Gogo, o Hospital Regional somente será uma realidade quando não houver diferenças político-partidárias na região. “As lideranças devem se unir e buscar concretizar este projeto que se arrasta há mais de cinco anos”, sugere o presidente.

Ele ressalta ainda que a obra será possível com a aprovação da Emenda 29, cujo texto determina os percentuais que cada esfera de poder – União, estados e municípios – devem investir na saúde. Hoje, as cidades são responsáveis por aplicaram, em média, 23% do que arrecadam no setor.

Pela lei, este percentual deveria ser de 15%. Já o estado, que seria responsável por investir 12% da arrecadação na saúde, não envia mais do que 6%.