“Minha mãe me disse uma vez para nunca desistir dos meus sonhos e agora digo isto a você: nunca desista dos seus sonhos. Você pode ter errado, mas ainda pode consertar”, escreveu a pequena Emily, um dos 1,6 mil alunos que participaram do projeto promovido pela Central de Penas e Medidas Alternativas (CPMA) de Blumenau para o III Encontro pela Cultura da Paz.

O evento, que faz parte do projeto Mãos Dadas pela Paz, reuniu autoridades e comunidade no Fórum de Blumenau, na tarde da última sexta-feira (21/9),  para apresentar o resultado da atividade “Quando falta educação, sobra violência”. Incentivadas pelas psicólogas do CPMA de Blumenau durante o mês de setembro com turmas do 4º ao 7º ano de seis escolas públicas da cidade, as mensagens de esperança escritas para os detentos emocionaram a plateia.

O “trabalho de formiguinha”, como cita Shirlei Schummacher, psicóloga da CPMA Blumenau, além de estimular as crianças a pensarem sobre um futuro melhor, também fala sobre a necessidade de seguir regras da sociedade, prevenindo que os alunos se envolvam no crime e venham a cumprir penas em algum momento. “Infelizmente existe um glamour e um brilho nos olhos pela criminalidade, e este projeto vem justamente combater isso. Mostrar que é importante sonhar e ter objetivos, que seguir regras é importante e permite um futuro melhor”, reforça.

“Além disso, a intenção é de modo simbólico fazer com que os apenados também voltem a sonhar” destaca a psicóloga e coordenadora da CPMA de Blumenau, Juciane Andreia Boldt Nunes. As pipas com as mensagens escritas pelas crianças serão distribuídas durante o mês de outubro dentro do Presídio Regional de Blumenau e da Penitenciária de Blumenau.

Compareceram ao evento alusivo ao Dia Internacional da Paz a juíza Quitéria Tamanini Vieira Péres, diretora do Fórum de Blumenau; Dorval Henrique Ferrari, conciliador do Fórum Universitário de Blumenau; representantes de escolas públicas, ONGs, instituições e comunidade em geral. A CPMA possui um trabalho de ações articulado com o Poder Judiciário, o Ministério Público e os Executivos municipal e estadual, e com iniciativas da sociedade civil para fomentar a cultura da paz e da não violência.