Jailson Vieira
Tubarão 

O estado de saúde de Alfredo Nascimento, 57 anos, o Alfredinho, era considerado ‘grave’ quando foi internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição há 10 dias. Passado a preocupação inicial, o tubaronense tem apresentado melhoras significativas a cada dia, como destacou uma das irmãs de Alfredinho, Maria Aparecida Mateus, a Cida.

“A sua condição era grave, mas ele tem respondido bem ao tratamento e tem ficado cada vez melhor nos últimos dias. O diagnóstico foi de leptospirose. No começo ele estava muito fraco e chorava muito”, afirmou Cida.

Conforme Cida, apesar da recuperação significativa, Alfredinho permanecerá no hospital. Não há previsão de alta. Mesmo com toda a disposição, ele ainda não consegue ficar em pé. “O rim dele está ‘preguiçoso’ é necessário que ele faça hemodiálise. Acredito que a fraqueza foi por causa da demora da descoberta da doença”, explicou.

Alfredinho – é superconhecido por andar sempre com o seu radinho e por sua conversa sincera com moradores de Tubarão. Até a última semana ele morava em uma pensão, no bairro Passagem. Ele chegou até a casa de Marli Corrêa, proprietária do estabelecimento por meio de uma amiga dela e, desde então, ela aceitou cuidar do tubaronense, que apesar da idade adulta expira atenção especial. Ele reside no local há 12 anos

Alfredinho ainda precisa de fraldas no tamanho XG e lenços umedecidos. As doações podem ser entregues no próprio hospital a qualquer hora ou no Notisul em horário comercial de segunda a sexta.

O que é Leptospirose?

É uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Leptospira presente na urina de ratos e outros animais, transmitida ao homem principalmente nas enchentes. Bovinos, suínos e cães também podem adoecer e transmitir a leptospirose ao homem.

Causas

Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à enxurrada e à lama das enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com a água das chuvas ou lama contaminadas poderá se infectar. As leptospiras presentes na água penetram no corpo humano pela pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento.

O contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios contaminados e terrenos baldios com a presença de ratos também podem facilitar a transmissão da leptospirose. Veterinários e tratadores de animais podem adquirir a doença pelo contato com a urina de animais doentes ou convalescentes.

Tratamento de Leptospirose

O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. Os casos leves podem ser tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam ser internados. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença.

Prevenção

Para o controle da leptospirose, são necessárias medidas ligadas ao meio ambiente, tais como obras de saneamento básico (abastecimento de água, lixo e esgoto), melhorias nas habitações humanas e o combate aos ratos.

Deve-se evitar o contato com água ou lama de enchentes e impedir que crianças nadem ou brinquem nessas águas ou outros ambientes que possam estar contaminados pela urina dos ratos. Pessoas que trabalham na limpeza de lamas, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha (se isto não for possível, usar sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés).

Foto:Divulgação/Notisul