“Na hora foi um susto, mas conhecia muitas meninas que tinham nódulos benignos, e acabei me tranquilizando. - Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação/Notisul.
“Na hora foi um susto, mas conhecia muitas meninas que tinham nódulos benignos, e acabei me tranquilizando. - Fotos: Arquivo pessoal/Divulgação/Notisul.

Capivari de Baixo

“Paciência e perseverança têm o efeito mágico de fazer as dificuldades desaparecerem e os obstáculos sumirem”, afirmou o ex-presidente dos Estados Unidos, John Quincy Adams. A frase é antiga, beira os anos de 1825, mas o seu significado é sempre atual. E foi desta forma que a administradora de Capivari de Baixo, Daniele Bitencourt, a Dani, de 27 anos, superou o câncer de mama.

Foi durante um banho, no mês de junho de 2014, ao se tocar, que a jovem percebeu a presença de um nódulo no seio esquerdo. “Na hora foi um susto, mas conhecia muitas meninas que tinham nódulos benignos, e acabei me tranquilizando. Porém, por precaução procurei um médico especialista na área, que me encaminhou ao ultrassom. No dia 17 de setembro daquele ano saiu o laudo: câncer maligno, teria que fazer quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

Na hora foi muito difícil para mim e para todos da família. Fiquei completamente perdida, pois ficaria careca, teria que passar por todo aquele desgaste do tratamento, mas em nenhum momento pensei na morte”, conta.

A história de angústia, incertezas, desnorteamento e, muitas vezes, desespero, que começou em um consultório médico com o diagnóstico positivo de câncer de mama, teve o melhor dos desfechos para a administradora. “Comecei o tratamento com quatro quimioterapias ‘vermelha’, fiquei carequinha, tive poucas reações. A medicação estava fazendo efeito, aí fui encaminhada à cirurgia. Fiz em janeiro do ano passado mastectomia total bilateral com reconstrução, pois os nódulos eram na esquerda, mas fiz na direita por precaução. Depois de quatro meses iniciei a radioterapia, em Florianópolis. Foram 33 sessões supertranquilas. Em agosto, iniciei mais quatro quimioterapias ‘brancas’, nesta senti mais as reações, que fizeram o tratamento ser mais difícil. Nesse meio tempo fiz mais cinco cirurgias de reconstrução, troca de prótese por rejeição da radioterapia. Entretanto, após dois anos, enfim, acabou todo tratamento”, observa.

A jovem está curada há dez meses, sem recidivas e feliz! De acordo com ela, ficou o aprendizado, a valorização da vida, o amor pela família e amigos. “Minha família está mais unida e aprendemos muito”, conclui.