Atividade idêntica em escola da cidade apontou 35% de falta de pagamento   - Foto:Acim/Divulgação/Notisul
Atividade idêntica em escola da cidade apontou 35% de falta de pagamento - Foto:Acim/Divulgação/Notisul

Imbituba

Fazer os cidadãos refletirem sobre a corrupção. Esse foi o objetivo da ação desenvolvida pela Associação Empresarial de Imbituba (Acim) em comemoração aos 27 anos da entidade. Em parceria com o Núcleo de Jovens Empreendedores e a empresa de sorvetes Frutagel, a instituição realizou a venda de picolés no centro da cidade e em uma escola. Ao estilo “Pegue e Pague” freezers ficaram disponíveis para a venda de picolés ao valor único de R$ 2,00, sem a opção de troco. Ao todo, 18% das pessoas não pagaram pelo produto.

Para o presidente da Acim, Jaime Pacheco Alves, o resultado é preocupante. “No início estávamos com uma grande expectativa, pois algumas pessoas pagaram a mais. Porém, ao longo dos cinco dias de ação, o prejuízo foi crescendo. Apenas no Centro a taxa foi de 12% e na escola 39%, o que é um número altíssimo. O Pegue e Pague é um termômetro de como está a nossa honestidade e a nossa ética. Se roubamos um picolé na rua, o que faremos quando tivermos oportunidades de nos apropriarmos indevidamente do que é alheio ou de algo público?”, questiona.

O Acim Jovem visitou a escola para conversar sobre o resultado com os alunos, como uma forma de explicar a gravidade do problema e conscientizar sobre a importância da honestidade. “Explicamos que, independentemente de ter ou não alguém cobrando, tem que pagar. Percebemos, pelos relatos, que os pequenos foram mais conscientes e os adolescentes mais rebeldes. Porém, são todos muito novos, em processo de formação de cidadania, e a atividade foi importante para trabalhar melhor o problema”, destaca o coordenador da ação, Antônio Guimarães.