#Pracegover Foto: na imagem uma idosa segurando uma bengala
#Pracegover Foto: na imagem uma idosa segurando uma bengala

24 horas. Este foi o prazo que a direção do Abrigo dos Velhinhos deu para que os familiares de uma idosa tirassem a mulher do local. De acordo com um parente da idosa, a diretora do Abrigo afirmou que a interna estava agredindo outros moradores da instituição.

No entanto, a versão é questionada pela família. “Tivemos a informação que a delegada de polícia e outros representantes da Justiça estiveram na instituição, a minha parente foi questionada sobre maus-tratos e ela assegurou que as denúncias de maus-tratos são verdadeiras”, explicou.

A idosa deveria deixar a instituição nesta quinta-feira (12), até o início da tarde. O esposo da idosa que fez a denúncia também é interno da ‘casa’, porém como as reclamações partiram apenas da interna, ele não precisaria deixar o ‘lar’. O Notisul teve acesso a mensagem da diretora. “Oi. A que horas vens buscar tua mãe? Assistente Social vai deixar tudo pronto”, pontuou a diretora que comanda o Abrigo dos Velhinhos de forma voluntária há 24 anos.

O casal é interno há seis anos no Abrigo dos Velhinhos, localizado no bairro São João Margem Esquerda (ME), em Tubarão. O homem de 81 anos é cadeirante e por duas vezes teve Acidente Vascular Cerebral (AVC), a mulher mesmo com dificuldades consegue se locomover sem o auxílio de outra pessoa.

Segundo um familiar, nestes seis anos de internação dos idosos na instituição tubaronense, o cartão de pagamento do casal ficou sob a responsabilidade da direção da instituição. “Sempre bancamos as consultas médicas, internações e medicações. Tudo isso foi pago por nós familiares. Em nenhum momento abandonamos os nossos familiares por mais que atualmente a direção do Abrigo alega que abandonamos. Por causa da pandemia não temos muito contato com os nossos e mesmo por telefone não conseguimos manter essa relação mais próxima já que as ligações são limitadas. Ligamos para a instituição e eles afirmam que está tudo bem, contudo uma hora para a outra dizem que a nossa parente está agredindo outras pessoas. No mínimo é muito estranho”, enfatiza.

Familiares destes e de outros idosos afirmaram que estão buscando ajuda para saberem como estão os seus parentes na instituição, mas não receberam o apoio devido, entre eles do Conselho Municipal do Idoso. “Tememos pela segurança e integridade física dos internos. Estamos procurando ajuda da Justiça e entidades públicas da cidade, mas estamos encontrando bastante dificuldade para termos esse apoio. Os órgãos públicos que devem colaborar com o cidadão estão dando as costas para nós”, lamenta.

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