Jaraguá do Sul

Quem acompanha a trajetória de Filipe Luís no futebol sabe da luta e dedicação do atleta para realizar o sonho de estar disputando uma Copa do Mundo. Do início da carreira, quando deixou a família em Jaraguá do Sul para ir jogar no Figueirense até atingir o auge de um jogador ao vestir a camisa de sua seleção em um Mundial, o lateral esquerdo teve uma vida repleta de acontecimentos dentro e fora dos gramados.

Mas todas as dificuldades enfrentadas e o esforço durante 15 anos como profissional no esporte foram recompensados no jogo de classificação para as oitavas na semana passada, contra a Sérvia, e valorizados ainda mais ontem, quando o jaraguaense fez sua primeira partida como titular pelo Brasil no maior evento de futebol do planeta.

Um misto de orgulho e emoção indescritíveis para amigos e familiares. Que diga o pai do atleta, Moisés Kasmirski. Maior incentivador da carreira do filho desde os tempos de categorias de base.

Ele viaja nesta terça-feira para a Rússia para encontrar a família e ver o filho jogar bem de perto. Moisés foi pego de surpresa ao ver Filipe em campo após a lesão de Marcelo, mas destaca a oportunidade como um prêmio pelo sacrifício do filho.

“Foi uma mistura de surpresa, medo, alegria em ver o Filipe em campo. Quando ele (Filipe) saiu de casa talvez não imaginava jogar em uma seleção brasileira, nem uma Copa do Mundo. Mas eu penso que é um prêmio para ele por estar no final de carreira e nada mais do que merecido pelo esforço e por tantos ‘quases’ que ele sofreu na vida”, disse Moisés, lembrando dos três mundiais mais recentes.

Em 2010, o lateral não foi a Copa na África do Sul devido a uma fratura no tornozelo, de 2014, no Brasil, onde acabou preterido pelo técnico Felipão, e, inclusive, a desta temporada, na qual ele temeu ficar fora por uma fratura na fíbula da perna esquerda, sofrida três meses antes do início do Mundial.