Santos (SP)

Depois de ser criticado pela diretoria do Santos, o técnico Dorival Júnior deu a sua versão para a sua saída da Vila Belmiro, em entrevista coletiva realizada ontem no apartamento onde mora, em Santos. O presidente do Peixe, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, e o diretor de futebol, Pedro Luis Nunes Conceição, haviam dito que o treinador quebrou a hierarquia do clube ao não respeitar um acordo sobre a punição a Neymar.

No entanto, Dorival disse que o afastamento do jogador seria por tempo indeterminado e nada havia sido combinado para que ele atuasse contra o Corinthians, ontem à noite. Para o técnico, houve uma falha de comunicação, e ele garante não guardar nenhuma mágoa do atacante.

“O que houve foi uma falha de comunicação, um desencontro. Quando a diretoria puniu Neymar com a multa, esqueceu que ainda tinha o aspecto técnico”, lembra. “Eu precisava tomar uma atitude, e ele era reincidente. Tenho um carinho muito grande pelo Neymar. Ele é como um filho para mim, mas errou e precisava ser punido. Era necessária a intervenção (afastar Neymar) para não perder o controle do grupo”, justifica.

A confusão no Peixe estourou na partida contra o Atlético-GO, quarta-feira da semana passada, quando Dorival ordenou que Marcel batesse um pênalti em vez de Neymar, que havia desperdiçado três cobranças no Campeonato Brasileiro. Revoltado, o jovem santista discutiu e xingou o comandante ainda dentro de campo, sobrando para os companheiros Edu Dracena, capitão do time, e Marquinhos. A confusão teria continuado no vestiário.