Marco Antonio Mendes
Tubarão

O clima estava pesado no Atlético Tubarão na tarde de ontem. Jogadores e funcionários conversavam sobre a situação financeira do clube. Para eles, o limite de espera para receber o pagamento dos salários atrasados está estourando. Ninguém dava certeza de quando e como será resolvida a situação.

“Já fizeram o bingo, já lucraram com a renda do jogo de sábado; por que ainda não pagaram?”, reclamava uma das pessoas que depende do dinheiro do time.
A interpretação equivocada de uma entrevista feita com a cozinheira do clube, Érica Bittencourt, divulgada pela imprensa, fez com que algumas pessoas se irritassem.

A declaração era de que o salário dela está em dia. Porém, segundo outros funcionários, pessoas de fora entenderam de maneira diferente e pensaram que toda a folha de pagamento está paga.
“Aí alguns cobradores vieram pressionar quem está devendo porque acharam que todo mundo já tinha recebido. Mas a diretoria nem disse nada para nós ainda. Até mesmo o rendimento da equipe pode diminuir na disputa dos próximos jogos”, acrescentou.

Com o fim do Campeonato Catarinense, cresce o receio, entre os jogadores, de simplesmente o clube deixar de pagar. Hipótese que é impensável, segundo os dirigentes do Peixe. O presidente do clube, Pedro Almeida, garantiu que todos os salários serão quitados. O diretor financeiro, Nilo Adriano da Silva, acredita que até o fim da semana mais uma boa parte dos salários seja quitada.

“O que eles têm que entender é que tivemos despesas com a compra do carro, com a feijoada e outras coisas também. Mas todos receberão o que devemos”, garantiu Nilo.
O Atlético Tubarão aguarda para até metade do mês a liberação de R$ 50 mil provenientes de captação de recursos do governo estadual. O dinheiro vem através do abatimento de impostos de algumas empresas da região.