Zahyra Mattar
Tubarão

Aumentou o número de casos suspeitos de nova gripe na Amurel. Agora, 55 pessoas podem ter a doença e são monitoradas pelas autoridades de saúde. Tubarão é o município com maior número de possíveis infectados: 44. Deste total, três morreram e 12 estão internados: dez no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) e dois no Hospital Socimed. Ainda, três destas pessoas hospitalizadas estão na UTI – dois no HNSC e um no Socimed. Todos estão com doenças respiratórias graves.

Em Capivari de Baixo, o número de casos suspeito aumentou: são cinco agora. Eram três até quarta-feira. Paralelamente, Pedras Grandes registrou, ontem, o primeiro casos suspeito desde o começo da pandemia no mundo, em maio. (Confira mais detalhes de cada cidade na quadro). Desde junho, nenhum resultado de exame chegou para descartar ou confirmar novos casos, seja em Tubarão, seja na Amurel. O único caso atestado é de uma mulher tubaronense, que sobreviveu. Os três óbitos continuam a ser uma incógnita também.

Ontem à tarde, uma reunião com os representantes das Vigilâncias Epidemiológicas dos municípios da região reuniram-se na 20ª gerência regional de saúde para repassar os protocolos de diagnóstico, identificação e prevenção à nova gripe. Das 17 cidades, apenas duas não participaram: Braço do Norte e Pedras Grandes.

Medidas preventivas são
adotadas nos hospitais

Tão preocupante quanto o número de suspeitos é o crescente aumento de pessoas na emergência do HNSC. Por outro lado, outros deixam de ir à instituição, mesmo quando realmente precisam, por conta do medo de pegar a nova gripe. O HNSC é o único hospital na Amurel de referência reconhecido pelo Ministério da Saúde para atender os casos de Influenza A.

Ao todo, a instituição dispõe de 25 leitos (com possibilidade de aumentar, caso seja necessário) para os pacientes que apresentam sintomas que podem ser o da gripe A. “Todos as pessoas internadas estão em quartos isolados separadamente e não há risco de contaminação de outros pacientes da instituição ou os profissionais”, atesta o responsável pelo núcleo de epidemiologia do HNSC, enfermeiro Rodrigo Cascaes Theodoro.

Todos os quartos têm um sistema especial e um lavabo na antessala para a devida higienização. Todos este locais estão devidamente sinalizados com placas para evitar que desavisados entrem por engano e corram riscos. “Todos os trabalhadores, sem exceção, passaram por treinamentos. Reforçamos constantemente todos os protocolos”, tranquiliza o enfermeiro. No Hospital Socimed, o mesmo é feito: todos os trabalhadores passaram por treinamentos e seguem o protocolo anunciado pelo Ministério da Saúde.