Tatiana Dornelles
Tubarão

Circulam pelas ruas das cidades que formam a Amurel cerca de seis mil veículos convertidos em gás natural veicular, o famoso GNV. Com o crescente número de carros movidos com o combustível, o medo dos motoristas é que o preço seja reajustado de uma hora para outra.

Até mesmo as informações vindas do governo da Bolívia, de que contratos de venda não serão totalmente cumpridos este ano (com o Brasil e a Argentina), fazem com que o receio seja ainda maior.

A princípio, a SCGás, empresa responsável pela distribuição do gás natural canalizado em Santa Catarina, não tem nada programado e nem previsão de aumento. A informação, dada ontem ao Notisul, veio da própria assessoria de imprensa da companhia.

“Por enquanto, não há nada programado, nem previsto. Se houver alguma determinação da Petrobras, geralmente a empresa absorve parte do reajuste para não haver impacto na economia. Contudo, não tem como garantir que não haverá aumento”, informa a assessoria.

Mas, mesmo que o GNV (futuramente ou logo!) venha a sofrer um grande aumento, ainda é vantagem usar o combustível. Segundo o técnico em mecânica e diretor administrativo da Ciauto Inspeção Veicular, Paulo Fernando da Silva, entre as vantagens da utilização de GNV estão a economia, a questão ambiental e a segurança. “Enquanto na gasolina o veículo faz dez quilômetros por litro, por exemplo, no GNV o carro faz de 20% a 30% a mais em quilometragem.

Economicamente, chega a ser 60%, 70% mais barato”, explica Paulo. Entre as ‘provas’ de que o GNV é bastante procurado estão os postos de combustíveis, cujas filas para abastecimento geralmente são grandes. Outra, segundo Paulo, é o próprio número de conversões.

“Em dezembro, em Tubarão, houve aquecimento no número de conversões. Se hoje há 5% da frota convertida, é praticamente 30% a menos de venda de gasolina, já que é grande o número de carros que rodam muito”, ressalta o técnico em mecânica.