Cleber em frente a Rua Tereza: o mato tomou conta.
Cleber em frente a Rua Tereza: o mato tomou conta.

Karen Novochadlo
Tubarão

Há uma ‘luz no fim do túnel’ quanto ao processo de remoção dos trilhos da avenida Marcolino Martins Cabral. Hoje, o assessor especial para assuntos interinstitucionais da prefeitura de Tubarão, Felipe Felisbino, viajará para Brasília. O objetivo é averiguar com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) como está a questão.

O projeto não é novo, existe desde o primeiro mandato do ex-prefeito Carlos Stüpp (PSDB), em 2001. Parte já foi realizada – a construção do galpão na avenida Pedro Zapellini. É para este local que migrará parte da estrutura da Ferrovia Tereza Cristina. A sede da empresa, atualmente, está instalada na rua dos Ferroviários, em Oficinas.

Contudo, o convênio para a liberação de verbas expirou em 2006. É necessário firmar um novo acordo. Uma boa notícia é que a prefeitura já possui certidões negativas de débito, que comprovam a inexistência de dívidas junto a órgãos públicos. Com a obra, a avenida Marcolino Martins Cabral será aberta até a Sílvio Cargnin.

A obra chegou a ser embargada. Houve a denúncia de que ocorreu dano a ao erário público e desvio de recursos. Isso porque a prefeitura e a ferrovia alteraram o projeto original da obra sem comunicar o Dnit. O projeto original, por exemplo, indicava que a cobertura dos galpões seria feita com telhas de amianto, depois trocadas por alumínio. Cada mudança precisava do aval do Dnit, que depois concluiu que os recursos foram corretamente empregados. Agora, um novo projeto é desenvolvido pelo Dnit.

Moradores esperam melhorias
A rua Tereza Cristina passa bem ao lado da ferrovia. Os moradores sofrem com a falta de pavimentação, drenagem e lixo jogado na via. Desesperados, chegaram a cavar uma vala de uma ponta a outra na rua para que a água escorresse à única boca-de-lobo existente. Mas o problema não deve ser resolvido antes da abeertura da avenida Marcolino Martins. Isso porque a rua Tereza Cristina vai virar parte da avenida Marcolino.

A prefeitura notificou os moradores, que poderia ser convertida em uma multa de R$ 1,7 mil, caso a vala não fosse coberta. De acordo com a legislação, é proibida a escavação em vias públicas. Contudo, a comunidade buscava uma solução para o problema de alagamento.

“A única boca-de-lobo foi feita pela Rede Ferroviária. A rua poderia estar pior”, observa o eletricista Cleber Esmeraldino Alves, 29 anos.
Os moradores queixam-se que pessoas de outras localidades jogam lixo durante a noite. Até um sofá serve de ‘enfeite’. E o lixo entope a boca-de-lobo. Os moradores dizem que já procuraram a secretaria de serviços urbanos para pedir uma limpeza. O secretário, Fabiano Bitencourt, nega que tenha sido procurado. “Na segunda-feira (hoje), vou pedir que um funcionário verifique o estado da rua”, garante.