Zahyra Mattar
Tubarão

O leitor Leandro farias, de Tubarão, escreveu ao Notisul ontem. Há alguns dias, ele observa um mosquito muito parecido com o Aedes aegypti rondar a sua casa. No fim de semana, conseguiu fotografar o danado. Mas é, ou não, o voador transmissor da dengue?

No caso do mosquito encontrado na casa de Leandro, não é. Trata-se na verdade de um primo muito próximo do aegypti, o Aedes albopictus. Ele também é um potencial transmissor do vírus da dengue. No entanto, não existe comprovação científica disso.
Mas a dúvida de Leandro com certeza deve ser a mesma de centenas de pessoas: como saber se é o transmissor da dengue? Primeiro: seja aegypti ou albopictus, os dois são muito parecidos com o pernilongo.

O primeiro passo é observar o voador. Se tiver entre cinco e sete milímetros, for de cor escura (marrom café ou preto), rajado com listras brancas no corpo e nas patas trata-se sim do Aedes aegypti.

Ah, mas o albopictus é assim também! Quase, responde a supervisora do programa de combate à dengue da 20ª secretaria regional de saúde em Tubarão, Cláudia Ochs. “A diferença física entre os primos fica na cabeça. O albopictus tem uma mancha branca, em formato de uma linha que o aegypti não possui”, explica.
Os primos também têm predileção por ambientes distintos. O aegypti é caseiro. Prefere ficar em áreas fechadas, embaixo das mesas, próximo ao chão. O albopictus é mais silvestre. É mais incidente em terrenos baldios e fundos de quintais domiciliares.

Com a foto fica mais fácil

Aedes albopictus (foto da direita) é um pouquinho mais raquítico e tem a listra branca na cabeça. O Aedes aegypti (da esquerda) é mais gordinho e não tem a linha branca. “Na dúvida, aconselho a fazer o mesmo que o leitor: exterminar o bicho e, se sobrar alguma coisa, leve para o laboratório na regional de saúde para analisarmos. Em caso positivo, nada de pânico. Imediatamente, tomamos as providências para garantir a saúde da família, do bairro e da cidade”, ensina a supervisora do programa de combate à dengue da 20ª secretaria regional de saúde em Tubarão, Cláudia Ochs.
Chame ajuda pelos telefones (48) 3628-4151 (município) ou 3621-2400 (estado).