À unanimidade, os professores da rede pública municipal de ensino aceitaram o reajuste salarial, de 23%, ofertado pela prefeitura de Tubarão. Assembleia ocorreu ontem à noite.
À unanimidade, os professores da rede pública municipal de ensino aceitaram o reajuste salarial, de 23%, ofertado pela prefeitura de Tubarão. Assembleia ocorreu ontem à noite.

Angelica Brunatto
Tubarão

Após muita discussão, o reajuste salarial de 23% para os professores da rede municipal de ensino de Tubarão foi aceito à unânime, em assembleia realizada ontem, pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut).

Além do reajuste, o encontro também debateu os percentuais da gratificação para as diferentes funções da educação. “Acima de tudo, a maioria entendeu que todos somos professores e que temos possibilidades de exercer cada uma das atribuições”, conta a presidenta do Sintermut, Laura Oppa.

Foi oferecido pela prefeitura 3% de regência de classe para os professores e 13,5% de gratificação para os diretores, secretários e assessores (passou de 37,5% para 50%).
Além destas duas questões, todos os outros pontos discutidos entre representantes do sindicato e da prefeitura, na última terça-feira, foram apresentados aos servidores da educação.

Apenas dois itens da pauta ficaram pendentes e deverão ser discutidos em uma nova assembleia, marcada para a primeira quinzena do próximo mês.
Um dos pontos diz respeito a disponibilização de locais adequados em cada escola, para a realização das horas atividades. A outra pendência visa a padronização do ano letivo. Uma comissão será formada para definir a melhor forma de efetuar esta mudança.

Professores estaduais recebem complementação

Os professores da rede estadual de ensino foram surpreendidos ao receber a folha de pagamento referente a este mês. Na assembleia ocorrida no último dia 15, em Florianópolis, a proposta do governo não foi acatada. Mesmo assim, o estado resolveu dar prosseguimento aquilo que tinha definido e pagou, na folha de março, uma complementação aos servidores.

Conforme a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) em Tubarão, Terezinha Martins, o governo ofereceu uma complementação da lei federal do piso e não o reajuste de 22,22%, como deveria. “Desta forma há um achatamento da tabela, e é justamente pelo contrário que lutamos”, repreende Terezinha.

Para a sindicalista, a proposta do estado é igualar o salário de todos para que recebam o piso. “Este dinheiro não conta na aposentadoria do servidor, para isso ele deveria vir no vencimento e não como complementação”, explica a professora.
Uma nova assembleia estadual está marcada para o próximo dia 17. Em Tubarão, a assembleia ocorre um pouco antes: no dia 11. “Até lá, queremos um posicionamento do governo. Caso contrário, a greve, como já dito anteriormente, não está descartada”, lembra Terezinha.