Jailson Vieira
Laguna

A votação do Plano Estadual de Ensino que deveria ocorrer hoje na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, foi transferida para a próxima terça-feira. Ontem, o projeto foi apreciado pela comissão de educação. Se aprovado na semana que vem, o plano de ensino norteará a educação no estado pelos próximos dez anos.

Além do novo conteúdo que propõe diretrizes e metas para alavancar a educação no estado, também estaria em pauta o Plano da Carreira do Magistério (PCM). O plano desagrada os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Santa Catarina (Sinte/SC). Com o adiamento da votação, os professores ganharam mais uma semana para pressionar os deputados a rejeitarem.

De acordo com o coordenador do Sinte em Laguna, José Carlos Silvério, a categoria tem pressionado os legisladores. “Manifestamos em diversas oportunidades a indignação contra a proposta de colocar em votação um projeto que não foi acordado com a categoria e que teve rejeição em todo o estado. Estamos em vigília desde a última semana”, assegura.

Cerca de 120 profissionais da área da educação da abrangência da Associação Municipal de Região de Laguna (Amurel) estariam na Alesc hoje. “São muitas ações que vão contra os profissionais, o fechamento de escolas, o não reconhecimento da lei do piso e esta proposta agora do plano de carreira. A situação está complicada e o início das aulas para o próximo ano será complicado se for aprovado”, lamenta. 

A última greve
O ano tem sido de muitas batalhas para os professores da rede estadual. Em março, eles iniciaram uma greve que durou 72 dias. De acordo com os representantes da secretaria de estado da educação, cerca de 5% (dois mil professores) estavam ausentes. Os membros do Sinte-SC informam que 20% ficaram parados. A paralisação foi a maior registrada. Segundo a coordenadora do Sinte em Tubarão, Tânia Fogaça, na ocasião a greve no estado foi suspensa pela primeira vez e não teve o seu fim decretado pelos docentes. “Infelizmente, a paralisação terminou sem o consentimento dos grevistas. Uma boa parte da categoria acredita que a assembleia foi uma manobra entre o governo e alguns representantes do Sinte estadual”, lamentou. Ainda conforme a dirigente, os profissionais estão sem ganhos reais desde 2011.