Zahyra Mattar
Tubarão

O Ministério das Cidades divulgou ontem as prefeituras contempladas com verbas federais, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para obras e projetos na área de saneamento (água, esgoto e desenvolvimento de projetos). Na Amurel, apenas Laguna conseguiu a verba requerida: R$ 4,5 milhões para a promoção do esgoto sanitário em toda a área urbana do município: centro, Magalhães, Portinho, Progresso, Esperança, Barbacena, Cabeçudas, Vila Vitória, Ponta das Pedras e Vila São Judas Tadeu.

No ano passado, a prefeitura de Tubarão também protocolou o pedido de verba do PAC. Pleiteou R$ 25 milhões para implantar o sistema de tratamento de esgoto na cidade, uma obra que está inclusa no Projeto Municipal de Água e Esgoto (Pmae), confeccionado em 2007.

A implantação de todo o Pmae, uma obrigação imposta pelo governo federal a todos os municípios brasileiros (assim como o Plano Diretor), custa aproximadamente R$ 120 milhões e contempla todas as questões ligadas à água e ao esgoto. É um projeto audacioso e pioneiro no país. Tanto que Tubarão foi um dos primeiros município a concluir seu Plano Municipal.

No dia 6 de novembro do ano passado, em entrevista ao Notisul, o prefeito Carlos Stüpp (PSDB), garantiu que a implantação do Pmae não ficará no papel e começará a ser feita ainda em sua administração, este ano. São necessários aproximadamente R$ 100 milhões, em sete anos, para a implantação integral do Pmae. Ainda que não tenha obtido a verba através do PAC, o gestor do Fundasa, Afonso Furghestti, é enfático.

Garante que o projeto sai do papel de qualquer jeito. “Seja da iniciativa privada, seja do estado, da União. Não importa. É meta fixa, tanto minha quanto do prefeito Stüpp. Vamos atrás de dinheiro onde quer que ele esteja. O PAC não é a única fonte. Vamos nos pronunciar oficialmente sobre esta questão. Mas posso adiantar que o Pmae não será engavetado. Isso, nunca”, confirma.