Laguna

A edição de 2007 de um dos maiores espetáculos da região sul do estado, a “República em Laguna”, é analisada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Santa Catarina. O relatório foi elaborado pela procuradoria da República em Tubarão e aponta diversas possíveis fraudes na prestação de contas, como superfaturamento, assinaturas falsas em notas fiscais e cobranças duplas pelos mesmos serviços contratados.

Cerca de R$ 1,6 milhão em recursos públicos, sem contar os oriundos da iniciativa privada, foram captados à realização do teatro. Agora, o MPF quer esclarecer como esta verba foi aplicada. Para tanto, os dados levantados pelo MPF também foram encaminhados para outras instituições e se tornaram objeto de inquérito da Polícia Federal e de processo no Tribunal de Contas da União (TCU).

Entre as fraudes mais grotescas, por exemplo, o MPF apurou que foram custeados 650 metros de arquibancadas, quando no local do evento cabem menos de 100 metros. A análise preliminar do MPF apontou também que há duplicidade de recursos públicos, isto é, a aplicação de recursos de origens distintas (federais e estaduais), captados por diferentes pessoas jurídicas, destinados ao mesmo objeto e período.