Em uma negociação milionária como está, é preciso muita cautela. Outros terrenos também são cogitados, mas a viabilidade é difícil.
Em uma negociação milionária como está, é preciso muita cautela. Outros terrenos também são cogitados, mas a viabilidade é difícil.

Cristiano Carrador
Tubarão

Ao contrário do que se especula, a possibilidade de a empresa italiana Cimolai instalar-se em Tubarão ainda é grande. O prazo para que a situação seja definida pode ser considerado por mais dez ou 15 dias, aproximadamente.
Hoje será concluída uma análise técnica sobre os custos e o prazo necessário para deixar parte do terreno, pertencente à Tractebel Energia, na divisa com Capivari de Baixo, pronto para a instalação da empresa, que necessita de 30 dos 90 hectares.

Os gestores da Tractebel também concluíram o estudo sobre a cessão da área. Sabem que o terreno é de sua propriedade. Quando compraram o complexo, por US$ 2 bilhões, adquiriram a posse de tudo. No caso de termelétricas, como aqui, não é necessário ter a autorização da Aneel.

Esta autorização da agência é necessária somente em situações que envolvem recursos hídricos, por exemplo. Mas a empresa só pode fazer a doação definitiva em 2028, regra estabelecida quando comprou o complexo.
Até lá, os recursos de qualquer operação precisam ser reinvestidos no Brasil. Agora, farão uma cessão da área à prefeitura. Será apresentado um documento público para deixar tudo legalizado. E com compromisso de doação!

Neste período, se as futuras empresas instaladas cumprirem o que prometeram, se mantiverem a geração de empregos e renda, pode-se fazer a doação à prefeitura ou diretamente para elas.
Portanto, não se pode dar o assunto como encerrado. Gestores da Cimolai têm pressa, claro, mas consideram a cidade estratégica. O assunto sempre gerou especulações, mas quem tem contato direto com os empresários garante que as possibilidades ainda são grandes.