Zahyra Mattar
Tubarão

Existem atitudes que são capazes de transformar a vida do próximo e a de nós mesmos. Uma das ações é a doação de sangue. Um ato de solidariedade que salva vidas: a sua e a de desconhecidos. Afinal, todos estão sujeitos a precisar um dia.
Durante toda esta semana, quem procurou uma das unidades do Hemosc em Santa Catarina foi recebido com festa. Um lanchinho especial também. Tudo para tratar com honras aqueles que fazem a diferença no coletivo, especialmente hoje, quando se celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue.

O Hemosc em Criciúma, responsável também pela unidade coletora em Tubarão, atende 28 hospitais e clínicas da região. Para manter o estoque, são necessárias de 60 a 70 doações diárias.
Só no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão, são utilizadas 20 unidades de hemocomponentes por dia. “Qualquer pessoa entre 16 e 65 anos e acima de 50 quilos pode doar”, convida a responsável pela captação de doadores do Hemosc, Ana Rúbia Pelegrin Zanette.

Neste momento, o estoque está dentro do aceitável, confirma Ana Rúbia. Mas a preocupação é com os meses de janeiro e fevereiro, quando o movimento cai drasticamente. “Realizaremos outras campanhas para tentar modificar a postura das pessoas neste período”, antecipa Ana Rúbia.
Este ano, foram doadas 4.095 bolsas de sangue em Tubarão, cada uma com 450 ml. O número de doadores, felizmente, cresce a cada ano. De 2006 para cá, este acréscimo foi de 194%. Na unidade da Cidade Azul, por mês, são coletadas de 300 a 400 bolsas. Os homens entre 20 e 40 anos são os que mais doam.