Representantes políticos, de instituições religiosas, do Ministério Público e da Delegacia de Crimes Ambientais participam da reunião  -  Foto:Jailson Vieira/Notisul
Representantes políticos, de instituições religiosas, do Ministério Público e da Delegacia de Crimes Ambientais participam da reunião - Foto:Jailson Vieira/Notisul

Jailson Vieira
Tubarão

Os problemas são antigos e se arrastam há anos. Porém, ao que tudo indica, novos sepultamentos não deverão mais ocorrer no Cemitério Municipal de Tubarão, localizado no centro da cidade. Estudos foram solicitados pela prefeitura para a empresa Geoconsultores, por meio do geólogo Wilson de Oliveira, e explanados em reunião ontem na Cúria Diocesana. 

“O cemitério não tem mais condições de receber os sepultamentos. Ele não atende os requisitos necessários pedidos na análise. Em contrapartida, o Horto da Saudade, no bairro Monte Castelo, atende a todos os pontos”, observa Wilson.

Após o esclarecimento do geólogo, o promotor do Ministério Público (MP), Sandro Araújo, pediu ao diretor-presidente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Funat), Guilherme Bressan, que envie ao MP uma cópia da análise. “O pior discurso é quando as pessoas falam dos problemas, mas não apontam soluções. Temos que solucionar esse impasse, contudo qualquer irregularidade que chegar a mim, denunciarei”, esclarece.

Em pouco mais de um ano, o cemitério foi alvo de denúncia em três oportunidades, duas por serem encontrados resíduos de funerais e outros materiais expostos a céu aberto, e uma pela falta de licenciamento ambiental, o que impediria novos sepultamentos. “Reconhecemos que ali é incompatível. Nunca se falou em fechamento, mas é inviável ocorrerem mais sepultamentos. Não há porque postergar a decisão”, assegura o responsável pela Delegacia de Crimes de Trânsito, Ambientais e ao Consumidor, delegado André Mendes.

Entidades religiosas e políticas participam 
Além do delegado André Mendes e o promotor do Ministério Público, Sandro Araújo, participaram do encontro o prefeito Olavio Falchetti (PT), representantes da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), da Fundação de Meio Ambiente (Fatma) e membros das comunidades evangélicas e católicas.