Cíntia Abreu
Tubarão

O decreto que declarou o município de Tubarão em situação de emergência por conta da nova gripe pode deixar de vigorar hoje. Tudo dependerá da avaliação apresentada pelo secretário de saúde da prefeitura, Roger Augusto Vieira e Silva, à diretoria da Vigilância Epidemiológica do estado.
Tudo leva a crer que as atividades escolares retornam ao seu ritmo normal na próxima segunda-feira. “A situação é estável. Se continuar assim, a cidade retomará o ritmo normal em breve”, garante Roger.

O decreto serviu como forma de prevenção da nova gripe e, como já constatado pelo diretor da Vigilância Epidemiológica do estado, Luiz Antônio Silva, trouxe resultados positivos. “O que iremos trabalhar a partir de agora é a perseverança dos cuidados de higiene e prevenção”, adianta o secretário de saúde.
Roger lembra que o vírus veio para ficar e que, apesar de todas as ações de prevenção indicadas, é necessário a consciência de cada cidadão. “O decreto não existirá, mas ainda recomendamos que as pessoas não frequentem lugares com aglomeração”, orienta Roger.

Os órgãos municipais trabalham para que, mesmo com o retorno das atividades, a gripe não volte a assustar os tubaronenses. “As enfermeiras da Estratégia Saúde da Família (ESF), por exemplo, passarão por uma capacitação a fim de fiscalizar as escolas após o retorno das aulas”, ressalta o secretário de saúde.

Uma mudança que veio para ficar

Desde que o prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini (PSDB), vigorou o decreto nº 2.625, no último dia 10, onde declarou o município em situação de emergência pelo aumento no número de casos suspeitos da nova gripe, os tubaronenses criaram novos hábitos de higiene. Orientações de como tossir e espirrar foram as primeiras ações colocadas em prática para combate à doença. E o uso do álcool gel tornou-se essencial nesta fase da epidemia.

Na Athletica Academia de Musculação os frequentadores também tiveram que se adaptar à nova realidade. “Deixamos o álcool à disposição do aluno logo na portaria”, afirma o funcionário da empresa Luiz Henrique Mello. Ele explica que placas de orientação sobre a prevenção à gripe A foram distribuídas pela academia. “A cada duas horas, passamos álcool gel nos equipamentos de ginástica”, completa Luiz.
Mesmo com todos estes cuidados, o movimento na academia caiu 20%. “Acredito que o afastamento foi pelo receio. Assim que as aulas escolares iniciarem, tudo voltará ao normal”, crê Luiz. Para ele, mais importante que prevenir será manter os novos hábitos, pois a gripe não deixará de existir.