Amanda Menger
Tubarão

Um certo ar de mistério. Assim pode ser classificada a demora para o início da convenção do Partido Progressista (PP) de Tubarão, ontem à noite. Começou mais de uma hora e meia depois do horário previsto. A espera teve um bom motivo: esperar que as demais convenções da noite, do PSDB e PPS, terminassem.

Os membros do diretório municipal homologaram a coligação para a majoritária com o PSDB, indicando o candidato à vice-prefeito, o vereador e atual presidente da câmara, Felippe Luiz Collaço, o Pepê. Já o PSDB, indicou para a cabeça-de-chapa o médico e também vereador Manoel Bertoncini (leia mais sobre a convenção do PSDB na página 4).

Em relação à coligação proporcional, o diretório delegou poder à executiva para que mantenha as negociações com o PTB, PR, PPS, PDT, PV, PHS, PTC e PTdoB. “Temos intenção de fazer a mesma coligação na proporcional que o PSDB. Temos uma conversa bem adiantada com o PTB, PR e PPS, mas precisamos esperar e ver o que estas siglas decidem também”, explica o presidente do partido em Tubarão, Benito Botega.

O PP indicou 12 pessoas como candidatos a vereador. “Se fecharmos com outros partidos, chamaremos os candidatos para rediscutir as indicações. Todos eles se propuseram tanto a manter quanto a ceder se isso for para o bem ao partido”, adianta Botega.

A expectativa do partido é eleger até três vereadores. “Sabemos que, da nossa nominata, duas vagas são praticamente garantidas, e vamos trabalhar para conseguir uma terceira cadeira”, adianta Botega.

Recepção
Após um período de recesso, estabelecido pela executiva, a convenção foi retomada com a chegada do pré-candidato a prefeito Manoel Bertoncini e o atual prefeito, Carlos Stüpp (PSDB).
Para Stüpp, a coligação com o PP será vitoriosa. “Tenho certeza que estamos no caminho certo. Além disso, é uma aliança histórica. Entramos em uma campanha de cara limpa, não precisamos explicar nada”, critica.

O pré-candidato a vice Felippe Collaço, muito empolgado, disse que a intenção era dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo prefeito há oito anos. “A cidade está no rumo certo. Vamos mostrar que ao outro grupo que a eleição não está ganha para eles. Lutaremos e venceremos”, assegura.

Convenção do PSDB: ‘Mega-coligação’ é articulada. E dá certo

Tucanos demonstraram ontem que são bons de ‘bico’ e fecharam um bloco coeso para a majoritária e a proporcional. O PDT confirmou o apoio em ambas.

Zahyra Mattar
Tubarão

Mesmo com um resfriado ‘daqueles’, Manoel Bertoncini cumpriu uma agenda cheia de aplausos, apertos de mãos e tapinhas nas costas. Ovacionado pelos membros e correligionários, o médico tubaronense não foi somente lançado, agora oficialmente, como candidato tucano nas eleições de outubro, mas intimado a preservar o espírito de continuidade e firmado como sucessor absoluto do atual prefeito Carlos Stüpp.

Discursos rápidos mostraram que há consenso e a sigla segue firme e forte para tentar eleger o candidato. O mesmo pode ser afirmado com relação à coligação com o PP, de onde saiu o pré-candidato a vice de Bertoncini, o presidente da câmara de vereadores, Felippe Luiz Collaço (leia sobre a convenção do PP na página 3 desta edição).

Manoel Bertoncini, que também é o presidente do PSDB em Tubarão, pouco precisou falar. Mesmo porque o maior representante tucano no momento é o próprio prefeito. Então coube a ele direcionar o pensamento, evidenciar a unidade e cortar o ego de alguns pela raiz. Em frases de impacto, Stüpp traduziu o sentimento e deu as principais dicas de como o processo eleitoral será encarado.

O que mais chamou a atenção na convenção da noite de ontem foi justamente o redundante sentimento de continuidade. “Não quero ver nosso trabalho ruir. Não posso entregar tudo que lutamos para construir em mãos pouco confiáveis”, disse Stüpp, ao se referir ao principal adversário político, o pré-candidato a prefeito pelo PMDB, deputado Genésio Goulart. E emendou: “Eleger Bertoncini é questão de responsabilidade com a nossa cidade”, pontuou.

Dentro deste pensamento, Stüpp e Bertoncini conseguiram formar literalmente uma mega-coligação. Duas horas antes da reunião, o único partido que não havia confirmado apoio aos tucanos na majoritária e nas proporcionais, o PDT, rendeu-se. A notícia foi dada por Stüpp. Assim, a sigla aliou-se com PP, PTC, PV, PTB, PT do B, PPS, PSB, PDT, PR e PHS. Do outro lado, ficarão PMDB com DEM, além do PT, que continua em chapa pura.