Jailson Vieira
Pescaria Brava

No pleito eleitoral deste ano, mais de 17% dos votantes não compareceram às urnas em todo o país. Neste índice somam-se alguns eleitores de Pescaria Brava, que afirmam não ter realizado este exercício de cidadania. Nos últimos dias, seis pessoas fizeram o registro, no Cartório Eleitoral de Laguna, que não compareceram aos locais de votação, mas seus nomes constavam como votantes no dia 2 de outubro.

Entre as irregularidades estavam computados os votos de acamados e hospitalizados, até de mortos. Maria Justina Costa, que faleceu em 2009, é um dos nomes que figura na lista. A aposentada Paulina Maria Costa da Silva, 81, revelou não ir porque estava com muitas dores. O seu nome estava assinado no canhoto, porém, ela afirma que é analfabeta. Além de Paulina, outros dois aposentados também registraram as suas faltas nas urnas, Manoel Pereira e Antônio Rodriguês dos Santos.

Representantes da coligação ‘Pescaria Brava no Rumo Certo’, na qual o candidato a prefeito, Antônio Honorato (PSDB), que tentara reeleição, entraram com pedido de anulação do resultado do pleito por causa de supostas irregularidades. Honorato ficou em segundo lugar na disputa com 2.750 votos, o candidato Marciano Costa (PSD), com 1.208 ficou em terceiro, e Deyvisonn Souza (PMDB), com 2.751, foi o vitorioso – somente um voto de diferença.

Entretanto, o juiz eleitoral da 20ª zona eleitoral da comarca de Laguna, Paulo da Silva Filho, indeferiu, no último dia 13, o pedido de anulação do pleito em Pescaria Brava. O magistrado decidiu não contabilizar os votos da urna da seção 90 (para vereador continua a valer) na Escola de Educação Básica Honorata Freitas, no bairro Sertão do Siqueiro.  Os advogados da coligação recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), em Florianópolis. No início desta semana, o procurador da República Marcelo Mota, do Ministério Público Eleitoral (MPE), emitiu parecer favorável à decisão do juiz.