Amanda Menger
Tubarão

Para quem trafega pela BR-101 ou mesmo outras rodovias federais em Santa Catarina deve ter observado que algumas lombadas eletrônicas nem estão ligadas, outras marcam apenas a velocidade. O que deveria ser um instrumento importante para reduzir os acidentes não funciona desde agosto de 2007 e deve continuar assim por muito tempo.

Há sete meses, o contrato com a empresa que fazia a manutenção das lombadas e conferia os registros de velocidade – e repassava às autoridades de trânsito – expirou e o processo de licitação só foi aberto no mês passado. Segundo a assessora de imprensa do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), Maira Tavares Gonçalves, o atraso deve-se a ajuste no edital. Está marcada para o dia 13 de maio a primeira sessão para habilitação das empresas interessadas.

A expectativa é que a licitação seja concluída em julho, isso se não houver recursos das participantes. A intenção do Dnit é que as lombadas voltem a funcionar até o fim do ano.

Atualmente, são 25 lombadas espalhadas pelas BRs-101, 116, 280, 282 e 470. O edital prevê a instalação de mais 56 aparelhos. A BR-101 passará a contar no total com 18 redutores. Os pontos existentes continuam, e os novos serão definidos pelo Dnit, seguindo critérios estabelecidos em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

As primeiras lombadas eletrônicas foram instaladas em 1999. De lá para cá, o Dnit arrecadou R$ 271 milhões, nos 321 equipamentos divididos em 14 estados. Com o fim da licitação, serão 868 redutores em 26 estados, e a estimativa é que sejam arrecadados R$ 750 milhões em multas.