Como Kátia trabalha em vários municípios, precisa manter três linhas de celular. “Mesmo assim o serviço não é satisfatório”, reclama a fonoaudióloga
Como Kátia trabalha em vários municípios, precisa manter três linhas de celular. “Mesmo assim o serviço não é satisfatório”, reclama a fonoaudióloga

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
Usar o telefone, principalmente o celular, já não é mais uma tarefa fácil. Muitos tentam diversas vezes até a ligação completar, e quando conseguem, a chamada se encerra no meio da conversa. Haja paciência! 
 
A fonoaudióloga Kátia Moser Krinas dos Reis, de Tubarão, leva três aparelhos celulares na bolsa. Cada um possui um chip de operadora diferente. Um dos motivos é aproveitar as promoções para falar mais barato. O outro é por conta do sinal. “Uso muito o telefone para poder conversar com os meus clientes”, justifica.
 
Como Kátia trabalha em diferentes municípios, as diferentes linhas telefônicas servem para facilitar a comunicação. “Quando estou em Pedras Grandes, só funciona a Vivo. Em São Martinho, só a Tim”, queixa-se.
 
Outro problema enfrentado pela fonoaudióloga é a qualidade dos serviços prestados. “Às vezes a ligação não completa ou cai. Não consigo fazer chamadas do meu consultório e nem do prédio da minha mãe, por exemplo”, enumera Kátia. 
 
No Procon de Tubarão, as reclamações em relação à telefonia lideram o ranking. “De abril de 2011 a fevereiro deste ano, o serviço esteve em primeiro lugar”, revela a diretora executiva do órgão, Reneuza Borba.
 
As principais reclamações giram em torno da telefonia móvel, principalmente por causa das faturas, que chegam ao consumidor diferente do acordado. Outro grande problema apresentado é a qualidade de sinal e das chamadas.
 
Autoridades unidas por melhorias
Para tentar melhorar a qualidade do serviço telefônico prestado no estado, uma audiência pública foi realizada ontem, na assembleia legislativa. No encontro, convocado pelos deputados Joares Ponticelli (PP) e Silvio Dreveck (PP), algumas ações já foram definidas. 
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também havia sido convocada, mas nenhum diretor fez-se presente. Mandaram apenas um representante.Uma das definições é a realização de audiências regionais a fim de identificar o problema de cada parte do estado.
Com isso, um documento será formado e entregue diretamente ao presidente da agência, conselheiro João Rezende. O Ministério Público também estará junto nas ações. “Caso não haja resposta da Anatel e das operadoras, vamos instaurar uma ação civil pública”, avisa Joares Ponticelli.
A ação, se proposta, pedirá a suspensão da venda de linhas, tanto para a telefonia fixa quanto móvel, até que se regularize o sinal. “A estrutura da Anatel em Santa Catarina é precária. O órgão conta apenas com uma unidade operacional e apenas 12 fiscais”, lamenta o deputado.
Audiência pública serviu para cobrar melhorias no serviço de telefonia em Santa Catarina
Foto: Júlio Cancellier/Divulgação/Notisul