Hoje, a Ponte de Congonhas está interditada pelo lado de Tubarão.
Hoje, a Ponte de Congonhas está interditada pelo lado de Tubarão.

Karen Novochadlo
Tubarão

É provável que apenas em fevereiro sejam lançadas os editais de licitação para a construção da Ponte de Congonhas, entre Tubarão e Jaguaruna, e para a elaboração do projeto da Ponte da Integração, entre a Cidade Azul e Capivari de Baixo. De acordo com o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Haroldo de Oliveira (PSDB), o Dura, os recursos ainda não foram descentralizados.

“Provavelmente, os recursos podem vir até o dia 20 deste mês”, explica Dura. O convênio foi assinado no dia 28 de setembro, durante a inauguração do novo Presídio Regional, pelo governador Raimundo Colombo (PSD).
Para a construção da Ponte de Congonhas, o estado liberou R$ 600 mil. As prefeituras darão uma contrapartida de 20%, cerca de R$ 140 mil cada. A atual travessia, de madeira, foi interditada pelo lado da Cidade Azul, mas o tráfego continua. O projeto já existe, mas é necessário readequá-lo.

Para a construção da Ponte da Integração, foram liberados R$ 400 mil para a elaboração do projeto de engenharia. A estrutura ligará a avenida Marcolino Martins Cabral, em Tubarão, à avenida Engenheiro Paulo Santos Melo, em Capivari. Hoje, o acesso entre as duas cidades é feito quase que exclusivamente pela beira-rio da margem esquerda.
A ponte, cujo orçamento é estimado em R$ 12 milhões, terá 220 metros de extensão, com duas faixas de rolagem de sete metros de largura, além de dois metros de ciclovia para cada lado.

Poluição das lagoas de Jaguaruna é por clorofórmio fecais

A qualidade das águas das lagoas de Garopaba, Camacho e Rio Congonhas foram motivo de debate em Jaguaruna esta semana. Em uma reunião realizada pela Epagri, com o Sindicato Rural de Jaguaruna, foi apresentado o resultado do monitoramento quanto às propriedades da água.
O especialista da Epagri em monitoramento de águas, Álvaro Back, destacou que 80% das águas estão contaminadas com cloriformes fecais. Os representantes dos pescadores afirmaram não concordar com resultado. Argumentaram que a contaminação é proveniente dos agrotóxicos utilizados durante o plantio do arroz. O gerente regional da Epagri, Luiz Carlos Bora, enfatizou que o monitoramento feito durante um ano não apontou a presença de agrotóxicos.
O prefeito de Jaguaruna, Inimar Felisbino Duarte (PMDB), garantiu que será possível realizar outros monitoramentos no futuro. Contudo, os custos são altos, podem chegar a R$ 50 mil.