Educadores querem aplicação do reajuste de 22,22% do piso nacional como rege a lei. Estado não aceita. Foto: Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul
Educadores querem aplicação do reajuste de 22,22% do piso nacional como rege a lei. Estado não aceita. Foto: Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul

Zahyra Mattar
Tubarão

Ao que tudo indica, o embate entre professores e o governo do estado terminará em greve novamente. Ontem, o secretário de educação, Eduardo Deschamps, e a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) conversaram por mais de uma hora e nenhuma nova proposta foi feita.

Os educadores querem o reajuste de 22,22% no piso nacional da categoria. O estado diz que paga, mas não para todos e parcelado. Ficou definido uma nova audiência, para a segunda-feira da próxima semana.
No dia 14 do mês passado, o estado ofereceu o pagamento do reajuste, mas apenas para os professores em início de carreira. O retroativo a janeiro e fevereiro seria pago em duas parcelas (julho e setembro).
Para os educadores com graduação e especialização, a intenção é dividir o pagamento do reajuste em três parcelas: uma este ano e as outras em 2013 e 2014.

Em assembleia no dia seguinte, a proposta foi integralmente rejeitada por unanimidade. A pressa em resolver a questão poderá forçar Deschamps a abrir a guarda. Isto porque, na próxima semana iniciam as assembleias regionais do Sinte para a definição da greve, já confirmada para o dia 17 deste mês.
A julgar pela indignação dos professores, a paralisação por tempo indeterminado é questão de dias para ser deflagrada. Os professores estão em estado de greve desde o fim da paralisação de 62 dias, no último ano.