Um acréscimo pode chegar às bombas na próxima semana  - Foto:Divulgação/Notisul
Um acréscimo pode chegar às bombas na próxima semana - Foto:Divulgação/Notisul

Jailson Vieira
Tubarão

A alta nos preços dos combustíveis tem se tornado a grande vilã para os brasileiros neste ano. De janeiro até o fim do mês passado, o aumento foi de 19%. Para quem acredita que os reajustes terminaram, novos aumentos poderão ocorrer. 

Sem condições de fechar o orçamento, o qual respeita a meta fiscal prevista para 2016, o governo movimenta-se para tomar novas medidas até o fim do ano, que representem aumento de receita. A principal medida em análise é o aumento da alíquota do PIS e da Cofins incidente sobre os combustíveis.

Conforme o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (Sindipetro) na região de Tubarão, Maycon Schuelter, por enquanto não há nada oficial. “Pode haver algum reajuste, mas nada foi oficializado. Na falta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, o litro dos combustíveis deverá ter um acréscimo nesta segunda ou terça-feira”, esclarece.

Segundo Maycon, no estado o consumo de combustíveis caiu bastante em relação ao ano passado. De janeiro até o início deste mês, a retração chegou a 12%. No último levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), nesta semana, Santa Catarina aparece com o quinto preço mais baixo do país: R$ 3,478. Em Tubarão, são 33 postos de combustíveis e a média também é o mesmo valor.

Segundo os representantes da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), são vários os motivos que contribuíram para o cenário atual. A implementação do ajuste fiscal pelo governo federal, que reajustou as alíquotas de PIS/Cofins e trouxe a volta da Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para a gasolina e o diesel, foi uma delas.