Foto: Gilmar F. Estevam
Foto: Gilmar F. Estevam

Zahyra Mattar
Tubarão

Uma adolescente de 14 anos, de Tubarão, pode estar com febre amarela. Ela chegou a ser internada com os sintomas da doença, na última semana, no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). Sentia náuseas, mialgia, dores pelo corpo e tinha febre. A garota recuperou-se bem e foram realizados vários exames que confirmarão ou não o caso.

Tanto a assessoria do HNSC quanto o setor de epidemiologia da gerência de saúde (Gersa) da secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão confirmam as informações. A adolescente e sua mãe estavam no município de Aparecida de Goiás, em Goiás. Retornaram para Tubarão por questões familiares há pouco tempo. É confirmado que nenhuma das duas havia tomado a vacina contra a febre amarela.

As amostras coletadas da garota foram enviadas ao Lacem, em Florianópolis, de onde seguiram para confirmação da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. O resultado deverá estar disponível em sete dias. Somente após este prazo, outras informações devem ser liberadas pela Gersa. Ainda que não passe de uma suspeita, a Gersa informou que não há motivo para uma corrida aos postos de saúde. Não há necessidade de imunização em massa.

Santa Catarina continua a ser tratada, pelo Ministério da Saúde, como área transitória e não há casos de febre amarela, seja na forma silvestre ou na forma urbana. O estado também tem o melhor controle do mosquito Aedes aegipty (transmissor da forma urbana). Na Amurel, por exemplo, nem mesmo focos do inseto foram encontrados.

Quem já tomou a vacina nos últimos dez anos não precisa de nova dose. Pelo contrário, a superdosagem é um perigo e autoridades da saúde alertam para o problema. A Vigilância em Saúde recebe notificação de superdosagem de vacina. No Brasil, 31 casos foram notificados. A revacinação antes do período de dez anos (tempo em que o ser humano fica imune à febre amarela) não é recomendada. Pode causar reações como febre, dor de cabeça, vômito, enrijecimento dos músculos e problemas neurológicos.

O Ministério da Saúde fez circular também uma nota onde considera o problema controlado no país. Devem vacinar-se, por enquanto, apenas aqueles que irão para estados ou países de risco e não tenham recebido a dose desde 1999. Até o momento, dos 30 casos notificados de suspeitas de febre amarela no Brasil, 11 foram descartados, nove estão em investigação e dez foram confirmados. Deste dez, sete morreram.