Zahyra Mattar
Tubarão

No Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) projeta que as exportações de carnes deve crescer 500% a mais este ano em relação a 2009. Isto por conta da reabertura do mercado russo. E o governo da Rússia não aumentou somente a quota brasileira para a importação de suínos e aves, até então o “prato principal” da exportação nacional, mas também para a carne bovina.

Ainda com os ventos favoráveis, o governo catarinense, cujo estado detém 25% da exportação nacional de frango e 33% de suínos, tem projeções mais modestas, mas nem por isso menos audaciosas. “Manter as conquistas de 2009, onde a crise mundial afetou diretamente as exportações, já será uma superação”, valoriza o diretor de qualidade e defesa agropecuária do estado, Roni Barbosa.
Esta manutenção representa alcançar a marca de 950 mil toneladas de aves exportadas (27% do total brasileiro), 150 mil toneladas de suínos e entrar definitivamente no mercado de exportação de bovinos. Atualmente, Santa Catarina produz apenas um terço do que consome.

Se manter este patamar já seria uma vitória aos produtores catarinenses, Roni revela que a política tratará principalmente de buscar novos mercados internacionais. “Mas isso sem esquecer o mercado interno. Precisamos de mais incentivos para o consumo brasileiro, especialmente quanto a carne suína”, confere Roni.
Mesmo com isso, o diretor alerta: o mercado importador – Ásia, Oriente Médio e União Européia – saem de uma crise neste momento. “Haverá retomada de mercado, mas a médio prazo. Esta não é a melhor hora de investir, mas de fazer uma boa manutenção”, sugere.

Exportação pelo mar em Imbituba

Dentro deste crescimento projetado para Santa Catarina, no que diz respeito ao mercado de exportação de carnes, está a previsão de instalação, até o começo do segundo semestre deste ano, da área de quarenta de bezerros. O investimento será feito por um grupo italiano e as negociações estão avançadas. O local escolhido fica em Imbituba, em um terreno nas proximidades do porto.

“A perspectiva é que a primeira carga de terneiros – cerca de quatro mil cabeças este ano -, todos de raça de corte, embarque em junho”, estima o diretor de qualidade e defesa agropecuária de Santa Catarina, Roni Barbosa. A meta é exportar cerca de 20 mil bezerros entre seis e oito meses por ano pelo porto de Imbituba ao mercado Europeu.