Jailson Vieira
Braço do Norte

Após quatro dias da polêmica eleição para diretor da Escola de Educação Básica Dom Joaquim, em Braço do Norte, os primeiros desfechos começarão a ser solucionados a partir de hoje. Representantes do Ministério Público de Santa Catarina ouvirão as professoras e os alunos.

Na última quarta-feira, um dia antes do pleito para o cargo diretor da escola, duas docentes fizeram campanha notória para uma das candidatas dentro da sala de aula. Uma delas propôs aos discentes um ponto na nota em troca de votos para a candidata de sua preferência. Mesmo com a proibição de celulares e outros aparelhos eletrônicos em sala, um aluno gravou a proposta ‘indecente’ e divulgou nas redes sociais. O caso chegou ao ministério público que acionou a justiça, a qual cancelou o pleito na unidade.

A promotora de justiça Marcela Hülse Oliveira esclarece que de início apenas as docentes e os estudantes da sala que gravaram o áudio esclarecerão o fato hoje, caso a investigação tome proporções maiores é possível que mais discentes das demais turmas prestem esclarecimentos. “Coletamos todas as documentações necessárias, as gravações e as reclamações em redes sociais e a partir disso daremos seguimento ao caso”, revela a Marcela.

A candidata que tinha a preferência de votos das duas professoras, atual diretora Rita de Azevedo, garante que está tranquila. “A minha campanha foi feita dentro da legalidade e infelizmente no dia da votação tive essa surpresa. Na hora fiquei muito irritada, mas agora está tudo bem. Assim que tudo se resolva colocarei o meu nome a disposição mais uma vez”, assegura.

 

Fato isolado
O fato ocorreu na primeira experiência eleitoral da maioria dos alunos da escola. Se a intenção do governo era promover uma eleição sem indicações, a campanha por parte das duas professoras Admitidas em Caráter Temporário (ACTs) não foi bem desta forma que ocorreu. O secretário de estado da educação, Eduardo Deschamps, afirmou que o caso ocorrido em Braço do Norte, foi um fato isolado. Para ele o processo democrático teve bons índices de aprovação pelo estado.

 

Uma das candidatas precisou acionar a justiça
A candidata Eliane Schmitd revelou que não esperava a atitude de suas duas colegas e afirmou que o caso foi isolado. “Não tive muito tempo de fazer a campanha. Tudo porque participei da paralisação no início do ano e para o governo do estado grevista não poderia concorrer ao cargo. Fui orientada por uma ex-aluna e entramos com uma ação na qual foi nos garantido a participação no pleito. Até porque a greve é um direito do trabalhador. Ainda não entendi a maneira que procederam que minhas colegas procederam”, observou Eliane.